“Tudo foi feito para causar o máximo de sofrimento possível ao irmão de sargento da PM” revela PJC

 

A Polícia Civil revelou que a morte de Rogério Ricard Santos, irmão de um sargento da Polícia Militar, aconteceu com requintes de crueldade e de forma a “causar o máximo de sofrimento possível” a ele.

Envolvidos na morte de Rogério foram alvo da Operação Lei e Ordem, deflagrada pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa nesta terça-feira. Foram emitidas cinco ordens de prisão, mas apenas duas foram cumpridas.

O exame pericial de necropsia ele atesta, inclusive, que tudo foi feito para causar o máximo de sofrimento possível, causar dor nessa vítima, para afligir

A vítima foi deixada agonizando em um campo de futebol no Bairro 1° de Março, em Cuiabá, no dia 17 de fevereiro de 2022.

Segundo o delegado Maurício Maciel Pereira Júnior, responsável pelo inquérito, é possível que o crime tenha sido presenciado por testemunhas que tiveram medo de denunciar.

A vítima foi sequestrada e torturada antes de morrer. O espancamento foi feito a pauladas e aconteceu no mesmo campo de futebol em que Rogério foi encontrado.

“O exame pericial de necropsia dele atesta, inclusive, que tudo foi feito para causar o máximo de sofrimento possível, causar dor nessa vítima, para afligir”, disse o delegado.

A vítima foi socorrida por testemunhas e encaminhada ao Hospital Municipal de Cuiabá, mas não resistiu diante da gravidade das lesões.

Segundo o delegado, muitas vezes esse tipo de crime acontece em lugares ocultos, em outros como a morte de Rogério, nem tanto.

Apesar de o crime ter sido cometido durante a noite e sob baixa visibilidade, que dificulta a identificação, o delegado afirmou que é possível que o caso tenha sido presenciado por moradores da região, mas por medo, não tenha sido denunciado.

Motivação

Segundo a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa, o verdadeiro alvo dos criminosos era o policial militar, irmão da vítima.

O crime seria uma tarefa dada a um dos membros da facção, que precisava se reabilitar com a organização e recebeu a “missão” de matar um policial.

A Polícia acredita que eles pensaram ser muito difícil executar a tarefa, uma vez que o militar era membro de um grupo das forças especiais. O irmão, então, passou a ser o alvo dos criminosos.

“Rogério teria sido vítima porque praticar ação naquele contexto, contra um policial militar, que era o irmão dele, inclusive era membro de grupo especial, possivelmente era mais difícil”, disse Maurício.

Segundo o delegado, a ordem de matar um policial foi algo fora do comum.

Um dos investigados ocupava posição de liderança no bairro e foi preso em Campo Grande (MS).

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