Mauro demonstra preocupação com “crimes bárbaros” cometidos por pessoas comuns

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes (UB), disse que o Estado Brasileiro está “perdendo a luta” contra a criminalidade e demonstrou preocupação com o aumento da violência praticada por pessoas que não possuíam histórico de crimes. A declaração foi dada nesta segunda-feira (24.03), enquanto apresentava dados do programa Tolerância Zero.

Segundo Mauro Mendes, a violência está “permeando” a sociedade, o que permite a manutenção de uma sensação de impunidade.

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“Pessoas comuns, que não são criminosas, vira e mexe, aparecem aí cometendo crimes, muitas vezes bárbaros. Isso é uma inversão de valores na sociedade e vamos corrigir isso somente, na minha opinião, quando nós restabelecermos o fim desta sensação de impunidade”, afirmou o chefe do Executivo.

Recentemente, crimes bárbaros têm chocado a sociedade. O mais recente trata-se do caso Emilly, no qual uma mulher atraiu a adolescente Emelly Azevedo Sena, de 16 anos, grávida de 9 meses, para uma casa e então roubou o bebê em uma tentativa ilegal de cesárea, que terminou na morte da adolescente. O caso ocorreu em Cuiabá.

Outro crime bárbaro foi cometido em Peixoto de Azevedo, em abril de 2024, quando uma mulher e o filho, um médico, invadiram uma casa e efetuaram diversos disparos contra os moradores e até mesmo um padre. Duas pessoas morreram no atentado, supostamente motivado por uma desavença comercial.

“De vez quando, pessoas que nunca levaram nenhuma multa de trânsito, vão lá e cometem um crime bárbaro. A violência é algo que está permeando as entranhas da nossa sociedade. Só se muda isso com punições severas, rápidas, para que nós possamos restabelecer aquilo que deveria existir, que é saber que qualquer tipo de crime não vai compensar”, disse o gestor.

Ainda durante a demonstração dos dados sobre o programa Tolerância Zero com facções criminosas, o comandante-geral da Polícia Militar, Coronel Fernando, disse que a PM tem feito seu trabalho de forma eficiente. No entanto, os criminosos logo são soltos e iniciam um ciclo de reincidência na criminalidade.

“Quando um indivíduo desse é preso, um faccionado desse já possui várias passagens. Isso representa que a polícia está fazendo bem o seu papel. Está cumprindo bem o seu papel de combater as facções criminosas. Uma das formas de estancarmos melhor as facções seriam o endurecimento das leis”, disse Coronel Fernando.



Estadão MT