Situação de moradores de ruas é debatida pela segurança pública na Barra

Redação c/ Araguaia

Representantes das polícias Militar, Civil e das secretarias de Saúde e Assistência Social de Barra do Garças se reuniram na quarta-feira (25), no 2º Batalhão da PM para avaliar números de ocorrências registrados em janeiro e estratégias sobre segurança no município em 2017. No entanto, um dos assuntos que esteve em pauta, foi o crescimento do número de moradores de rua na cidade.

Um levantamento preliminar entre Barra e Aragarças constatou que tem no mínimo 80 pessoas morando em situações subumanas com dependência química de álcool e drogas. A polícia verificou que paralelo ao problema social aumentou também o número de ocorrências no Porto do Baé; na região perto da Polícia Federal e próximo as pontes dos rios Garças e Araguaia com furtos e até mesmo assaltos.

A polícia sugeriu que seja feita uma triagem para internação compulsória e encaminhamento de alguns moradores de rua para as cidades de origem.

A secretária de Ação Social Viviane Sales explicou que a prefeitura depende de autorização judicial para internar os moradores de rua e que o município depende de uma ação da Defensoria Pública, Ministério Público e Poder Judiciário para fazer internações compulsórias.

“Nós não podemos pegar ninguém a força para interna. Tem que haver um laudo médico e autorização judicial que a família pode pleitear ou através do Ministério Público numa força tarefa”, destacou a secretária.

Recentemente um homem foi assaltado e espancado perto do colégio Cristino Cortes. Normalmente quando a polícia decide fazer uma ação nos lugares mencionados na Barra, os ‘andarilhos’ se afugentam em Aragarças debaixo da ponte ou até mesmo na mata as margens do rio Araguaia.

A polícia detectou também que entre os moradores de rua tem pessoas que já atuaram como empresários, funcionários públicos e que tiveram envolvimento com as drogas e foram abandonados pelas famílias.

Todavia, o que mais preocupa as autoridades policiais é que entre os moradores de rua também tem infratores que cometem pequenos e até grandes delitos. Uma nova reunião será realizada em fevereiro para tratar deste assunto e devem ser convidados representantes do Ministério Público, Defensoria e Poder Judiciário para buscar uma solução para o problema.