Prefeita atacada pede “respeito” e cita mágoa: “foi muito doloroso ouvir aquela frase”

A prefeita de Pedra Preta, Iraci Ferreira (PSDB), pediu “respeito” durante sessão na noite de segunda-feira, 1º de setembro, na Câmara Municipal, e citou grande mágoa do vereador Gilson José de Souza (União), que a chamou de “cachorra viciada”. O parlamentar já responde a um processo de cassação e corre o risco de perder o mandato.

O ataque contra a gestora ocorreu durante sessão plenária, no início da semana passada. Ao usar a tribuna para acusar Iraci de destinar R$ 500 mil para festas enquanto moradores da zona rural enfrentam problemas de abastecimento de água, Gilson proferiu as ofensas. A situação causou revolta e indignação da classe política em Mato Grosso.

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Em discurso, a gestora disse ter ficado noites sem dormir após o episódio. Ela ainda lembrou que jamais esperava um ataque como esses do parlamentar tendo em vista que o tinha como um grande aliado político.

“Gilson, vou falar a verdade para você: você deixou nós noites sem dormir. Sofremos muito, eu, meus filhos, meu esposo e minhas noras. Foi muito doloroso ouvir aquela frase”, declarou.

“Você era uma pessoa da minha confiança. Desde 2012, me ajudou em eleições, e eu também te ajudei, te dando oportunidade na Secretaria de Agricultura, o que abriu portas para você chegar até essa cadeira de vereador”, disse.

Iraci ainda afirmou que não foi a única ataca pelo xingamento, mas todas as mulheres do município. Por fim, ela pediu respeito e ressaltou que sempre construiu sua trajetória política com base no diálogo.

“Estou há quase 16 anos na política. Fui vereadora, vice-prefeita e agora estou no segundo mandato como prefeita, reeleita com 70% dos votos. Isso merece respeito. Só peço respeito, porque trabalhar e fiscalizar é o papel do vereador, e eu também já estive nessa Casa”, afirmou.

“Você não prejudicou só a mim, Gilson. Prejudicou uma sociedade de mulheres, a sua família e a minha família. Mas eu tenho certeza de que Deus está conosco, e que isso sirva de exemplo para que nenhum outro vereador passe por essa humilhação”, acrescentou.

Processo de cassação

Ainda na sessão de segunda-feira, a Câmara de Vereadores da cidade aprovou um pedido de cassação do mandato de Gilson feito pela própria prefeita.

A presidência da comissão ficou com o vereador Ediérico Machado (PSB), a relatoria será do Chico Lima Tur (PSDB) e a secretaria ficou com o vereador Fernando do Gelvalino (Pode).

O grupo tem 90 dias para apresentar um relatório final que deverá ser apreciado pelo parlamento.

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Estadão MT