Delegado:”Tropa de Cuiabá” atuou em golpe que desviou salários de Gabigol e Kannemann

O delegado do Garra da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, Pedro Henrique Cunha afirmou que o grupo “Tropa de Cuiabá” que foi alvo da Operação Euterpe deflagrada na manhã desta sexta-feira (26), estaria envolvido num golpe que desviou milhões de jogadores de futebol de times brasileiros da Série A e uma instituição financeira.

Estão sendo cumpridos 11 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão, todos em Cuiabá e Várzea Grande.

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De acordo com o delegado, as investigações começaram após o grupo criminoso, que integra a facção Primeiro Comando da Capital (PCC), aplicar um golpe contra uma agência de cooperativa em Campo Grande (MS) em aproximadamente R$ 250 mil.

Durante as investigações, foi identificado que o mesmo grupo estava envolvido no desvio de salários dos jogadores Gabigol, do Cruzeiro, e o argentino Walter Kannemann, atualmente no Grêmio.

Os golpistas teriam falsificado documentos dos jogadores, aberto contas em instituições bancárias e solicitado a portabilidade de salários. O valor desviado gira em torno de R$ 1,2 milhões. O caso chegou a ser investigado numa operação deflagrada em junho deste ano.

“Diante do profissionalismo visualizado as equipes conseguiram identificar uma organização criminosa voltada especificamente para prática de fraudes eletrônicas bem como a lavagem de dinheiro”, disse.

“A partir da identificação de alguns integrantes dessa organização criminosa foi possível visualizar que esse grupo, que se auto denominava “Tropa de Cuiabá”, sendo possivelmente um braço articulado de facções do âmbito nacional, possivelmente o PCC, fazia vítimas em todos os estados sendo, possivelmente, a mesma organização criminosa responsável por golpes milionários nas contas dos jogadores de futebol Gabigol e o Kannemann”, emendou.

Ainda conforme a autoridade policial, o grupo criminoso patrocina músicas de funk para divulgar a prática dos ilícitos e conseguir novos integrantes.

“Essa organização criminosa possivelmente patrocinava uma produtora musical para elaboração de músicas com intuito de ostentar a prática do crime, o lucro ilícito e ainda cooptar outros indivíduos através da música”.



Estadão MT