Ex-genro de Arcanjo e mais 3 são condenados por promoção de jogo do bicho
A Justiça de Mato Grosso condenou o ex-genro de João Arcanjo Ribeiro, o empresário Giovanni Zem Rodrigues e mais três pessoas pelos crimes de organização criminosa voltada à lavagem de dinheiro e promoção do Jogo do Bicho, em Mato Grosso, no âmbito da Operação Mantus. A decisão foi assinada pelo juiz Jean Garcia de Freitas Bezerra, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá e proferida na quarta-feira, 25 de fevereiro.
A Operação Mantus foi deflagrada pela Polícia Civil em maio de 2019, com o objetivo de desarticular duas organizações criminosas responsáveis pelas jogatinas ilegais.
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Em sua decisão, o magistrado considerou que o ex-genro de Arcanjo atuava como o líder do grupo, sendo que os demais por serem integrantes dele.
Giovanni foi condenado a 9 anos e ao pagamento de 197 dias-multa, em regime inicial fechado. Além dele, também foram condenados Adelmar Lopes, Marcelo Honorato e Agnaldo Gomes de Azevedo, sendo todos a sete anos em regime semiaberto e 105 dias-multa.
Ainda conforme decisão, foi decretado a perda dos bens apreendidos em favor do Estado, por entender que foram adquiridos com recursos ilícitos.
“É essencial para impedir que o produto do crime seja reinserido na economia de forma disfarçada, conferindo aparência de licitude a valores ilícitos”, diz trecho de decisão.
Na mesma decisão, o magistrado absolveu Noroel Braz da Costa Filho, Sebastião Francisco da Silva, Paulo César Martins, Breno César Martins, Bruno César Aristides Martins, Augusto Matias Cruz, José Carlos de Freitas e Valcenir Nunes Inério por falta de provas.
As investigações iniciaram em agosto de 2017. Os grupos criminosos movimentaram em um ano, apenas em contas bancárias, mais de R$ 20 milhões.
Uma das organizações era liderada por João Arcanjo Ribeiro e seu genro Giovanni Zem Rodrigues, já a outra por Frederico Müller Coutinho.
Vale lembrar, que o empresário Frederico é um dos delatores da Operação Sodoma, que investigou fraudes que resultaram na prisão do ex-governador Silval Barbosa.

