Novo presidente do PRD desafia Mauro Carvalho e cobra renúncia de suplência de Fagundes 

O novo presidente estadual do PRD em Mato Grosso, Aluízio Lima Pereira, subiu o tom contra o ex-presidente da sigla e atual chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, e afirmou que ele perdeu o comando do partido por não ter cumprido compromissos com a direção nacional. Ex-vereador de Salto do Céu e ex-presidente da União das Câmaras Municipais de Mato Grosso (UCMMAT), Aluízio disse que o momento agora é de reconstrução da legenda no Estado.

Em áudio encaminhado a lideranças municipais, Aluízio tentou tranquilizar presidentes de comissões provisórias, vereadores e filiados eleitos pela federação PRD/Solidariedade. Segundo ele, prefeitos e vice-prefeitos que quiserem deixar a sigla estão livres, mas vereadores só poderão trocar de partido na janela eleitoral de 2028.

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“Comigo não tem pressão, não tem conversa fiada, não tem empurração com a barriga. Comigo é na base da tranquilidade”, afirmou.

O trecho mais duro da fala foi direcionado a Mauro Carvalho. Aluízio disse que o ex-dirigente não conseguiu montar uma chapa de deputado federal, o que teria pesado para que a direção nacional não renovasse a comissão provisória sob seu comando.

“Quanto ao presidente anterior, que não fez nada no quesito de montar a chapa de federal, foi um dos motivos que a direção nacional não renovou a provisória com ele de presidente. Foi isso que aconteceu. Essas conversas fiadas aí, disso e daquilo, isso é bravata”, disparou.

Aluízio também rebateu supostas pressões feitas por Mauro Carvalho sobre prefeitos, vice-prefeitos e vereadores ligados ao PRD. Ele afirmou que pretende preservar quem ajudou a construir a legenda nos municípios e reforçou que sua gestão será baseada no diálogo com lideranças municipalistas.

“Eu gosto de fazer política com políticos, com pessoas de mentes politizadas. Agora, com elementos que presidem partido e nunca tiveram um voto, nem para vereador, eu não discuto”, criticou.

No fim da fala, o novo presidente ainda cobrou coerência de Mauro Carvalho em relação ao projeto político de Otaviano Pivetta. Segundo Aluízio, se Mauro está tão preocupado com a eleição de Pivetta, deveria renunciar ao cargo de suplente do senador Wellington Fagundes (PL), apontado por ele como adversário do grupo político que o ex-presidente diz defender.

“Se ele está tão preocupado com a eleição do Pivetta, então, ao bem do Pivetta, por que ele não renuncia ao cargo de suplente de senador do Fagundes, que não é do grupo dele?”, questionou.

Aluízio encerrou afirmando que o PRD será fortalecido com vereadores, lideranças municipais e filiados que permanecerem na federação. Ele também fez questão de marcar posição e dizer que tem “nome, sobrenome e tradição política” em Mato Grosso.



Estadão MT