Justiça manda soltar trio acusado de integrar esquema do CV em site de apostas
A Justiça de Mato Grosso determinou a soltura de três homens investigados por integrar um esquema de apostas ilegais ligado ao Comando Vermelho, alvo da Operação Ludus Sordidus, da Polícia Civil. A decisão foi proferida na quarta-feira, 1º de junho, pelo juiz João Bosco Soares da Silva, da 7ª Vara Criminal de Cuiabá.
No mesmo despacho, o magistrado determinou que o Estado realize, em até 10 dias, uma perícia cardiológica em Sebastião Lauze Queiroz de Amorim, conhecido como “Dono da Quebrada”.
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Com a decisão, foram soltos Renan Curvo da Costa, Dainey Aparecido da Costa e Paulo Augusto e Silva Dias. Apesar da liberdade concedida, eles continuarão respondendo ao processo e deverão cumprir medidas cautelares impostas pela Justiça.
Ao fundamentar a decisão, o magistrado considerou que, com o avanço da ação penal, ficou demonstrado que os três investigados teriam uma participação menos relevante no grupo criminoso e não integrariam o núcleo de comando da organização.
Conforme as investigações, Renan e Dainey eram responsáveis por coordenar a exploração da plataforma clandestina Gol Bet, realizando cálculos dos lucros, patrocinando eventos, administrando o site e promovendo a divulgação das apostas ilegais. Já Paulo Augusto teria atuado como “laranja”, cedendo sua conta bancária para movimentações financeiras do grupo.
Para permanecerem em liberdade, os três deverão usar tornozeleira eletrônica por, no mínimo, seis meses, não poderão manter contato com os demais réus — exceto parentes de até segundo grau —, estão proibidos de participar da exploração de jogos de qualquer natureza, deverão manter o endereço atualizado nos autos e não poderão deixar a comarca onde residem sem autorização judicial.
A Operação Ludus Sordidus foi deflagrada em agosto de 2025 pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO) e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Ao todo, foram cumpridas 38 ordens judiciais contra um grupo suspeito de explorar plataformas clandestinas de apostas esportivas, além de atuar com tráfico de drogas, estelionato e lavagem de dinheiro.

