Laudo descarta tiro em corpo de jovem encontrado boiando no Rio Cuiabá
João Vitor Oliveira da Silva, de 21 anos, não foi baleado antes de ser encontrado morto nas águas do Rio Cuiabá, nesta segunda-feira, 20 de julho, nas proximidades da Orla do Porto, em Várzea Grande. A informação foi confirmada por laudo da Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), que descartou que as lesões encontradas na cabeça da vítima tenham sido provocadas por disparos de arma de fogo. Apesar disso, a hipótese de homicídio ainda não foi descartada.
Inicialmente, a Polícia Civil trabalhava com a possibilidade de que o jovem tivesse sido atingido por disparos antes de cair ou ser lançado no rio. A suspeita surgiu após a identificação de lesões na região da face e da orelha da vítima.
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De acordo com o delegado Nilson Farias, da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), os ferimentos levantaram, em um primeiro momento, a hipótese de uma possível execução seguida de afogamento.
“A vítima apresenta sinais característicos de afogamento, mas também há lesões que indicam possível disparo de arma de fogo. O exame pericial vai confirmar se houve uma execução e, posteriormente, a vítima caiu na água e se afogou”, afirmou o delegado antes da conclusão do laudo.
A linha inicial de investigação indicava que João Vitor poderia ter sido baleado e, posteriormente, caído ou sido jogado no rio, sendo arrastado pela correnteza. Contudo, a perícia descartou que as lesões encontradas na cabeça tenham sido provocadas por tiros.
A Polícia Civil continua apurando como o jovem sofreu os ferimentos e em quais circunstâncias acabou dentro do rio.
O corpo foi avistado por um morador enquanto era levado pela correnteza em direção à Ponte Sérgio Motta. O Corpo de Bombeiros foi acionado e retirou a vítima da água.
Além das lesões, foram identificados sinais característicos de afogamento. Os exames de necropsia deverão apontar a causa exata da morte.
João Vitor possuía passagens policiais e era investigado por possível envolvimento com uma facção criminosa. Ele também tinha um registro relacionado a um homicídio ocorrido em 2024, em Cáceres.
Até o momento, nenhum suspeito foi identificado ou preso. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil.

