Wellington diz que Estado chega ‘depois que a mulher morreu’
Wellington Fagundes (PL) criticou neste sábado (22) a atuação do Governo de Mato Grosso no enfrentamento à violência contra a mulher e afirmou que o Estado tem falhado na prevenção ao chegar somente depois das agressões e mortes. O candidato ao Governo também lembrou que Mato Grosso liderou por dois anos consecutivos a taxa de feminicídios no país.
“O Estado não pode chegar depois que a mulher foi espancada, que a mulher morreu, e termos a vergonha de dizer que Mato Grosso, por dois anos consecutivos, esse estado rico, foi campeão de feminicídio”, declarou.
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A afirmação encontra respaldo nos dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Mato Grosso registrou a maior taxa de feminicídios do país em 2023 e 2024, com índice de 2,5 mortes para cada 100 mil mulheres nos dois anos.
Em 2025, o número de feminicídios voltou a crescer. Foram 53 vítimas, contra 47 no ano anterior, alta de aproximadamente 13%. Apesar do aumento, Mato Grosso deixou a liderança nacional e terminou o período com a terceira maior taxa do país, atrás de Acre e Rondônia.
Wellington também citou a quantidade de mulheres vítimas de violência no estado e voltou a atribuir os números à falta de atuação preventiva do poder público.
“O ano passado, mais um ano aumentou o número de mulheres mortas, mulheres espancadas. Mais de 10 mil mulheres violentadas, porque o Estado chegou depois”, afirmou.
Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2026 apontam 9.954 mulheres vítimas de lesão corporal dolosa em contexto de violência doméstica em Mato Grosso em 2025, média superior a 27 casos por dia.
Depois das críticas, Wellington prometeu ampliar a proteção às mulheres caso seja eleito governador.
“Todas vocês, mulheres que querem o bem desse estado e que querem construir um estado de justiça social, contem com o governo Wellington para proteger as mulheres”, disse.
O senador também defendeu penas mais duras para autores de feminicídio e citou a mudança na legislação aprovada pelo Congresso Nacional. Desde 2024, o feminicídio passou a ser crime autônomo, com pena de 20 a 40 anos de prisão.
“Não vamos aceitar o homem, com toda sua truculência, dizer que o Congresso Nacional está errado porque votamos e tem uma lei hoje. O homem truculento tem que ter uma pena muito maior, porque a mulher precisa muito mais da proteção do Estado”, declarou.
Wellington encerrou a fala defendendo maior presença do poder público na proteção às mulheres e às famílias.
“A mulher, além de cuidar dela própria, tem que cuidar do marido e da família, por isso a mulher precisa ser protegida, sim. E esse estado de Mato Grosso não poderá deixar de estar próximo da proteção da família”, completou.

