STJ nega liberdade a genro de “Angeliquinha” líder do CV em MT

Reprodução | Instagram

Guilherme Henrique Laureth da Silva teve a prisão mantida pelo Superior Tribunal de Justiça

Guilherme Henrique Laureth da Silva teve a prisão mantida pelo Superior Tribunal de Justiça

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) manteve a prisão de Guilherme Henrique Laureth da Silva – genro da líder do Comando Vermelho em Mato Grosso, Angélica Saraiva de Sá, conhecida como “Angeliquinha”, – que foi preso durante uma operação da Polícia Civil após ser apontado como integrante de um esquema que teria lavado mais de R$ 20 milhões provenientes do tráfico de drogas da organização criminosa, na cidade de Alta Floresta.

A decisão foi publicada na terça-feira, 1º de setembro, e foi assinada pelo ministro Carlos Pires Brandão.

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Ele e a companheira, a influencer Kauany Beatriz de Sá Silva, filha de Angeliquinha, foram alvos da Operação Showdown deflagrada no dia 05 de março deste ano.

De acordo com as investigações, o núcleo familiar teria lavado mais de R$ 20 milhões para a organização criminosa por meio de empresas de fachada, garimpos e plataformas de jogos de azar.

No pedido de habeas corpus, a defesa de Guilherme alegou não haver provas de comunicação entre ele e Angélica, além de apontar excesso de prazo para a formação da culpa.

Além disso, sustentou que possui um filho de um ano e que sua companheira, que estava grávida, teve o segundo filho do casal recentemente. No entanto, ao negar o recurso o ministro entendeu que  as alegações “não se mostra suficiente a aplicação de medidas cautelares mais brandas”.

“Cumpre destacar que a contemporaneidade das medidas cautelares é aferida não apenas da data do crime imputado, mas, principalmente, pela persistência do risco à ordem pública e pela possibilidade de reiteração delitiva, exatamente como se observa no presente feito, em que os fundamentos da prisão justificam a subsistência do periculum libertatis.”



Estadão MT