Wanderson Ramos do Espírito Santo, de 47 anos, foi morto a tiros durante o evento Fit Etno Brasil e uma exposição de carros antigos, na noite de sábado (5), no Estádio Ary Tomazelli. Segundo a Polícia Militar, os dois suspeitos presos após o crime disseram que monitoravam a vítima havia cerca de quatro dias e que a morte foi encomendada por um homem custodiado no Presídio Pascoal Ramos, em Cuiabá.
O ataque ocorreu por volta das 21h50. Conforme a PM, os dois homens entraram pelos fundos do estádio e efetuaram diversos disparos contra Wanderson, que estava acompanhado da esposa.
– FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)
A vítima foi socorrida ainda com vida e encaminhada ao Hospital Municipal, mas não resistiu aos ferimentos. Uma mulher também foi atingida de raspão durante os disparos.
Após o homicídio, os suspeitos fugiram pela Rua Roberto Carlos Brolio carregando as armas utilizadas no crime. Durante a fuga, dispensaram o armamento em uma área de mata nos fundos do Tênis Clube.
A dupla foi perseguida por populares e acabou contida na Avenida Lions Internacional. Em seguida, policiais militares realizaram a abordagem.
Segundo o registro da ocorrência, os dois confessaram o crime e indicaram onde haviam escondido as armas. No local apontado por eles, a PM apreendeu uma pistola Canik TP9SF calibre 9 mm, com numeração suprimida e dez munições, além de um revólver Rossi calibre .32, com uma munição intacta e cinco deflagradas.
Populares também entregaram aos militares oito cápsulas de calibre 9 mm e dois projéteis encontrados na área do evento.
Aos policiais, os suspeitos disseram que Wanderson estava sendo monitorado havia aproximadamente quatro dias antes da execução. Eles também afirmaram que a ordem para o crime teria partido de um indivíduo preso no Pascoal Ramos, em Cuiabá.
Ainda conforme a versão apresentada pela dupla à PM, ambos seriam integrantes de uma facção criminosa e Wanderson teria sido “decretado” após supostamente aplicar um golpe financeiro contra o grupo.
A grande quantidade de pessoas no evento dificultou o isolamento adequado da cena do crime, segundo a Polícia Militar. O caso foi encaminhado à Polícia Judiciária Civil para investigação.
