Advogado é condenado a mais de 9 anos de prisão por tentar matar ex em hotel
O advogado Aroldo Fernandes da Luz foi condenado a 9 anos e 4 meses de prisão por tentar assassinar a ex-companheira, Carla Santos Queiroz, em Cuiabá. A sentença foi proferida na última quarta-feira, 23 de abril, pela juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, que determinou a prisão imediata do réu após decisão do Tribunal do Júri.
O crime ocorreu na madrugada de 8 de janeiro de 2005, no Hotel Fazenda Mato Grosso, no bairro Cophema, na Capital. Conforme a denúncia, após uma discussão durante uma festa de casamento, Aroldo agrediu Carla com chutes, socos e tapas, chegando a arrastá-la pelos cabelos.
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Na sequência, ele colocou a vítima no carro e a abandonou gravemente ferida nas proximidades da Avenida Fernando Corrêa, acreditando que ela estava morta.
Carla foi encontrada por Sílvia do Rocio Slominski, que a socorreu e acionou atendimento médico. Ela estava desorientada, ensanguentada e com ferimentos graves, sendo encaminhada ao pronto-socorro.
Laudos periciais apontaram traumatismo craniano, lesões profundas no rosto e sequelas permanentes, incluindo paralisia parcial da pálpebra e cicatrizes.
O caso foi levado a júri popular, que reconheceu a autoria e a materialidade do crime, além de considerar que a tentativa de homicídio foi motivada por razão fútil.
Na sentença, a juíza destacou a violência das agressões e a frieza do acusado, que, após o crime, lavou o carro para ocultar vestígios e apresentou versão falsa à família da vítima.
Apesar de o crime ter ocorrido em 2005, o processo se arrastou por mais de duas décadas, com recursos e até a necessidade de restauração dos autos após extravio. A decisão de levar o caso a júri só transitou em julgado em 2023.
Com a condenação, a magistrada determinou o cumprimento da pena em regime inicial fechado e a execução imediata da prisão.

