Carlinhos Bezerra alega estar com sarna, mas juíza nega suspender julgamento
A juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da 1ª Vara Criminal de Cuiabá, negou nesta sexta-feira, 31 de julho, os pedidos apresentados pela defesa de Carlos Alberto Gomes Bezerra, o Carlinhos Bezerra, durante o início do julgamento pelo duplo homicídio de Thays Machado e Willian César Moreno.
Entre os argumentos apresentados pela defesa, estava a alegação de que Carlinhos estaria com sarna e que a condição de saúde poderia prejudicar a realização do júri. A magistrada, porém, afirmou que os exames apresentados recentemente apontam que o réu está em condições de participar da sessão.
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Segundo a magistrada, os últimos exames de Carlinhos mostram que ele está em “estado geral, lúcido, hidratado, pressão boa e com situação normal de passar por julgamento”. Ela ainda destacou que a doença não impede a realização do Tribunal do Júri e que o tratamento pode ser feito dentro da unidade prisional.
“Esse é um tratamento que ele pode se fazer no interior do presídio, com nada que ele venha prejudicar esse julgamento”, declarou.
Além da questão de saúde, a defesa também apresentou outros pedidos durante a sessão, incluindo questionamentos sobre suposto cerceamento de defesa e a condução do processo.
Ao analisar um áudio apresentado pelo advogado de Carlinhos, Elson Marcelino da Silva Júnior, a juíza afirmou que não houve surpresa no conteúdo e negou qualquer tentativa de prejudicar a defesa.
“Quanto ao áudio apresentado pela defesa, não houve surpresas. Nós estamos aqui para um trabalho sério, não temos nenhum motivo ou razão para prejudicar a defesa do réu”, disse.
A magistrada também rebateu a alegação de cerceamento de defesa e ressaltou que sempre respeitou o direito de atuação dos advogados. “Em nenhum momento estamos aqui para cercear a defesa de ninguém. Eu estou aqui no Tribunal do Júri há mais de 20 anos e nunca fiz isso com ninguém”.
Sobre as testemunhas, explicou que elas estão acompanhadas por um oficial de Justiça para evitar comunicação entre elas e afastou a possibilidade de anulação do julgamento por esse motivo.
“Elas estão a todo tempo ao lado de um oficial de Justiça para que não haja comunicação entre eles. Não tem porque pedir nulidade porque tem um oficial ali ao lado deles”, pontuou.

