Delegado diz que caseiro se vangloriou de matar advogado Renato Nery
O delegado Bruno Abreu, responsável pelas investigações sobre o assassinato do advogado Renato Gomes Nery, afirmou nesta quarta-feira, 15 de julho, durante o Tribunal do Júri do caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como autor dos disparos, que o acusado se vangloriou de ter cometido o crime.
Segundo a denúncia do Ministério Público, Renato Gomes Nery foi assassinado, a tiros, porque sua atuação em uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural, localizada em Novo São Joaquim (448 km de Cuiabá), contrariou interesses econômicos dos supostos mandantes do crime. A acusação sustenta que a execução foi planejada, financiada e realizada mediante pagamento.
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Conforme as investigações, Alex Roberto de Queiroz Silva aguardou a chegada do advogado ao escritório, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá, e efetuou os disparos no momento em que a vítima desembarcava do veículo. Em seguida, fugiu em uma motocicleta. A ação foi registrada por câmeras de segurança e as imagens passaram a integrar o conjunto de provas reunidas pela Polícia Civil.
Ainda segundo o Ministério Público, Alex Roberto foi recrutado pelo policial militar da Rotam Heron Teixeira Pena Vieira, apontado como um dos intermediários da execução.
Briga por terras
A investigação da Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) concluiu que o assassinato teve como motivação uma disputa judicial envolvendo uma propriedade rural em Novo São Joaquim.
Segundo a denúncia, Julinere Goulart Bastos e César Jorge Sechi, apontados como mandantes do crime, decidiram matar Renato Gomes Nery após sofrerem uma derrota em um processo conduzido pelo advogado, que teria provocado prejuízos financeiros expressivos.
Para viabilizar o homicídio, conforme sustenta o Ministério Público, o casal contratou os policiais militares Jackson Pereira Barbosa, Ícaro Nathan Santos Ferreira e Heron Teixeira Pena Vieira. Eles seriam responsáveis por organizar a execução, recrutar o atirador, intermediar os pagamentos e fornecer a arma utilizada no crime.

