Deputado diz que, mesmo preso, Jair Bolsonaro influencia eleitores em MT
Reprodução/Instagram

Pôsters na entrada do gabinete, na Assembleia, revelam a devoção do deputado Gilberto Cattani à família Bolsonaro,
Da tropa de choque da extrema-direita em Mato Grosso, o deputado estadual Gilberto Cattani (PL) diz ter certeza de que seu partido vai superar o desempenho de 2022, quando mais de 50% dos eleitores votaram em Jair Bolsonaro.
Nesse caso, o beneficiado seria o filho do hoje presidiário, o senador Flávio Bolsonaro (PL), imposto pelo pai para disputar a Presidência da República, representando a família dele.
Naquele ano, apesar da derrota para Lula (PT), o PL elegeu quatro deputados federais, dois deputados estaduais e um senador.
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Em entrevista ao site MidiaNews, Cattani afirmou que esse crescimento não será motivado apenas pela “força” da sigla, mas principalmente pela “influência” de Bolsonaro.
“Vai superar e muito, mas não pela sigla PL. Lógico que todos vão votar no PL por causa de uma pessoa. Essa pessoa é Jair Bolsonaro, que é o maior líder da direita do nosso país. Não é a sigla que faz”, disse.
Hoje, Bolsonaro dá as ordens, no contexto do PL, de dentro do Complexo da Papudinha, em Brasília, onde cumpre pena de 27 anos de prisão.
O deputado, fervoroso adorador do ex-presidente, acha que os golpistas que depredaram as sedes dos Poderes, em Brasília, em 8 janeiro de 2023, são inocentes.
Da mesma forma como afirma – sem ter provas – de que o presidiário Bolsonaro não cometeu crime ao tentar um golpe para continuar no Poder.
Na verdade, esse é um pensamento isolado de Cattani.
O site cita que a cúpula do PL, da qual o deputado não participa, é contida ao fazer projeções para as eleições deste ano.
Com efeito, o dono do PL em Mato Grosso, Ananias Filho, não acredita que o partido poderá repetir o feito de eleger, por exemplo, quatro deputados federais.
