Os humores no PL de Goiás foram do céu ao inferno em menos de 24 horas após a derrota do candidato Flávio Bolsonaro na disputa presidencial. Segundo apurado pela reportagem, o que antes era euforia agora é recuo é com medidas anunciadas em relação ao resultado do pleito e insatisfação com a postura do presidente estadual da sigla.
O filho “01” de Jair foi derrotado por Lula da Silva no último domingo, 25, por uma diferença de mais de quatro milhões de votos – situação que o núcleo bolsonarista não esperava acontecer.
Internamento, o clima é de desânimo e reprogramação de rota. Isso porque, passado o calor do momento, integrantes do partido tanto em âmbito nacional quanto regional estariam revendo a posição divulgada por Flávio, na coletiva concedida ontem, de que a legenda pediria a anulação do pleito por supostas irregularidades.
Conforme um integrante do PL de Brasília ouvido pelo Jornal Opção, além de ser altamente improvável, a possibilidade de anulação da eleição foi drasticamente desidratada após chefes de órgãos e autoridades, incluindo figuras consideradas simpáticas ao bolsonarismo, reconhecerem publicamente a vitória de Lula da Silva.
“Não tem como dar em alguma coisa, não tem clima pra isso. Os presidentes [de outros países] já estão reconhecendo o resultado, o presidente do TSE já reconheceu”, disse o interlocutor bolsonarista.
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A versão é corroborada pelos recentes movimentos do deputado Nikolas Ferreira, um dos maiores expoentes do bolsonarismo no país. Em vídeo divulgado hoje, o parlamentar diz que é “praticamente nula” a chance de uma anulação do pleito. “Prudência agora com a vidas que estão em jogo devem falar mais alto que qualquer ímpeto do nosso coração”.
Contudo, também paira no PL goiano um certo descontentamento com a postura do presidente estadual, senador Wilder Morais (PL), diante da situação. Desde a derrota de Flávio na noite do último domingo, o parlamentar, que foi também foi derrotado na disputa estadual em Goiás, manteve silêncio, se limitando a compartilhar em suas redes a coletiva concedida por Flávio.
“Como ele não se envolve? Não se expõe? Isso é ruim, é um incômodo. Ele está perdendo a liderança do partido”, disse o membro do PL da capital federal.
Mais cedo, o presidente do PL de Goiânia, o deputado federal e senador eleito Gustavo Gayer, cobrou publicamente uma posição de Wilder e chegou a se referir a ele como “bunda mole”. “Para de pedir pros seus assessores ficarem postando nas suas redes e boa a sua cara nessa briga, caralho!”, escreveu.
Logo depois, Gayer compartilhou em suas redes um print de uma conversa supostamente ocorrida entre Wilder e seu assessor na qual o parlamentar pede para “rumar o cacete” no deputado federal nas redes.
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Fonte: www.jornalopcao.com.br

