O ex-líder da Comunidade Espírita Eurípedes Barsanulfo, no Jardim Guanabara 2, Moacir Mendanha Castelo Branco, é suspeito de abusar sexualmente de mulheres em situação de vulnerabilidade social. Segundo a denúncia, ele usava a distribuição de cestas básicas da instituição para aliciar e assediar mulheres em troca de favores sexuais.
O contato da defesa de Moacir não foi localizado, e não foi possível obter sua versão dos fatos para esta reportagem.
A denúncia chegou ao Ministério Público, e, em maio deste ano, a diretoria da comunidade se reuniu para apurar os relatos de violência sexual na instituição. Na ocasião, Moacir alegou que havia trocado mensagens sem conteúdo sexual. Entretanto, a TV Anhanguera teve acesso a áudios nos quais ele faz declarações como “quero seu corpo todo” e “meu tesãozinho”.
Integrantes da comunidade relataram que Moacir centralizava a distribuição de cestas básicas. Até o momento, cinco mulheres foram ouvidas pelo Ministério Público, que acredita haver outras possíveis vítimas. De acordo com a acusação, o suspeito também pedia fotos e vídeos às mulheres.
Foram cumpridos mandados de busca e apreensão para recolher provas. Segundo o Ministério Público, Moacir teria manipulado a fé religiosa para cometer crimes contra a dignidade sexual.
Moacir foi destituído do cargo em meados deste ano. Em nota, a Federação Espírita do Estado de Goiás afirmou que a doutrina espírita é incompatível com qualquer forma de violência, abuso ou exploração da confiança depositada em dirigentes religiosos. A entidade ressaltou que nenhuma posição pode justificar ou encobrir esse tipo de conduta, defendeu a apuração rigorosa dos fatos e manifestou solidariedade às possíveis vítimas.
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