Filho de servidora da Comurg atropelada cobra justiça ao confirmar protocolo de morte encefálica

A servidora da Companhia de Urbanização de Goiânia (Comurg) Aparecida Alves da Silva, atropelada durante o trabalho na madrugada de sábado, 27, no Parque Santa Rita, está em protocolo de morte encefálica no Hospital Estadual de Urgências Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), segundo informou o filho dela, Fernando Henrique, ao Jornal Opção. O procedimento, conforme relato da família, teria sido iniciado no domingo, 28, após o agravamento do quadro clínico.

Local do acidente no Parque Santa Rita | Foto: Comurg

Aparecida foi uma das duas servidoras atingidas por um veículo enquanto trabalhava na manutenção do gramado na Avenida Americano do Brasil. De acordo com a Comurg, o acidente ocorreu por volta das 4h30, quando o motorista perdeu o controle do carro, atravessou uma das pistas duplas e subiu no canteiro central. As vítimas utilizavam máquinas costais no momento do atropelamento.

Segundo a empresa, Aparecida foi encaminhada ao Hugol em estado gravíssimo. Outro servidor também foi atingido e permanece estável. O motorista foi preso em flagrante por equipes do Batalhão de Trânsito da Polícia Militar de Goiás, sob suspeita de embriaguez ao volante.

Filho se revolta com soltura do homem que atropelou a mãe

Filho único da servidora, Fernando contou que a mãe trabalhava havia cerca de 13 anos na Comurg. Segundo ele, Aparecida atuou por um período na varrição, depois passou por outra área da empresa e havia retornado ao serviço de limpeza urbana. Ela cumpria escala de 12 horas por 36 horas, no período noturno.

“Ela é uma pessoa que não tem nem como descrever. Uma pessoa humana, religiosa, que ajudava todo mundo. Você pode ver pelos próprios companheiros de trabalho dela. Minha mãe é uma pessoa de índole, uma índole que hoje está difícil de achar no mundo”, disse Fernando.

Abalado, o filho cobrou responsabilização pelo atropelamento. “Eu quero justiça pela minha mãe. É um crime gravíssimo. As pessoas estão hospitalizadas. Ele tinha que ter ficado preso para ver como ia dar sequência na investigação”, afirmou.

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