O senador Flávio Bolsonaro (PL) foi intimado pela Polícia Federal (PF), na manhã desta segunda-feira, 26, a entregar seus passaportes comum e diplomático no prazo de 24 horas. A determinação foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e também impede que o parlamentar deixe o território nacional. A medida ocorre um dia após a derrota do senador para Lula da Silva (PT) no segundo turno das eleições presidenciais.
Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a decisão também proíbe Flávio de manter contato com o advogado Willer Tomaz, amigo do parlamentar e investigado por suspeita de lavagem de dinheiro.
A intimação foi entregue ao senador quando ele deixava a residência do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), em Brasília. O ex-chefe do Executivo cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo STF a mais de 27 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado em 2022.
Em vídeo publicado nas redes sociais, Flávio criticou a determinação judicial e afirmou que a apreensão dos documentos teria sido motivada por uma declaração de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL). Na última sexta-feira, 23, Eduardo defendeu, durante participação em um podcast nos Estados Unidos, que o senador deixasse o Brasil caso fosse derrotado na disputa presidencial.
Flávio negou que tivesse intenção de sair do país e questionou a justificativa da medida. “Eu nunca falei isso. Isso é motivo para tirar meu passaporte? Isso é justiça? (…) Se eu tivesse ganhado as eleições, iria acontecer a mesma coisa? Essa PF iria estar do mesmo jeito, me intimando no meio da rua?”, declarou.
Apesar das críticas, o senador afirmou que cumprirá a determinação e entregará os dois passaportes às autoridades.
Investigações no STF
Flávio Bolsonaro também é investigado no Supremo Tribunal Federal em um inquérito relacionado ao filme Dark Horse, que, segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, recebeu pelo menos R$ 65 milhões de Daniel Vorcaro, ligado ao Banco Master.
Além disso, a Polícia Federal encaminhou ao STF um pedido de abertura de investigação para apurar suspeitas de lavagem de dinheiro envolvendo o senador e o advogado Willer Tomaz. O advogado também é investigado em apurações relacionadas às fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
A determinação de entrega dos passaportes e a proibição de deixar o país são medidas cautelares e não representam, por si só, uma condenação criminal. Até o momento, as informações apresentadas não esclarecem todos os fundamentos jurídicos utilizados por Moraes para justificar as restrições impostas ao parlamentar.
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Fonte: www.jornalopcao.com.br

