Gracinha Caiado chama falta de transparência em emendas Pix de “vergonha” e cobra rastreabilidade
A candidata ao Senado por Goiás, Gracinha Caiado (União Brasil), defendeu que a identificação da origem e do destino das emendas parlamentares seja obrigatória, com atenção especial às chamadas emendas Pix. A declaração foi feita nesta sexta-feira, 4, durante sabatina em uma rádio de Goiânia.
Ao abordar o uso de recursos públicos destinados por parlamentares, Gracinha afirmou ser favorável à manutenção das emendas, mas condicionou o mecanismo à existência de instrumentos que permitam acompanhar a aplicação do dinheiro.
“Isso devia ser obrigatório. É uma vergonha o que nós estamos vendo no Brasil. Eu sou a favor das emendas, mas com transparência”, afirmou.
A candidata também mencionou investigações envolvendo a aplicação de recursos públicos em municípios brasileiros. Como exemplo, citou o caso de Pedreiras, no Maranhão, alvo da Operação Tira-Dente, da Polícia Federal.
Segundo Gracinha, o episódio demonstra a necessidade de ampliar os mecanismos de fiscalização sobre os recursos enviados por meio de emendas. “Esse é apenas um exemplo do que está acontecendo com essas emendas. Ninguém sabe quem é o senador e não existe prestação de contas. Você acha isso correto?”, questionou.
Setor rural
Durante a entrevista, Gracinha também abordou propostas relacionadas ao agronegócio e à agricultura familiar. A candidata defendeu o direito à propriedade privada e se posicionou contra invasões de terras, ao mesmo tempo em que afirmou não ser contrária à reforma agrária.
“Sou totalmente contra a invasão de terra. Invasão de terra é crime. O MST não tem CNPJ. Não existe outra instituição no Brasil que possa trabalhar sem CNPJ. Eu jamais fui contra a reforma agrária”, declarou.
Segundo ela, políticas de acesso à terra devem beneficiar trabalhadores com vínculo e aptidão para a atividade rural, sem desrespeitar propriedades produtivas.
Gracinha também destacou sua relação histórica com o setor. Na década de 1980, ela integrou a direção da União Democrática Ruralista (UDR), entidade ligada à representação de produtores rurais.
A candidata afirmou ainda que pretende levar ao Senado pautas relacionadas à segurança jurídica e ao endividamento dos produtores.
“O agricultor hoje não tem segurança jurídica. O agricultor está endividado pela irresponsabilidade desse governo que está aí. E eu quero levar essa voz para o Senado, para que os agricultores sejam respeitados como quem produz e trabalha nesse país”, concluiu.
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