Homem é preso após sequestrar o próprio filho e o ameaçá-lo de morte para atingir a ex, em Senador Canedo

Um homem foi preso suspeito de sequestrar o próprio filho, de apenas três anos, e ameaçá-lo de morte para atingir a ex-companheira, em Senador Canedo, na Grande Goiânia. O caso aconteceu neste fim de semana.

Segundo a delegada titular da Deam, Ana Elisa Gomes, o crime ocorreu na casa da mãe da vítima — local onde ela passou a morar após a separação, ocorrida há cerca de duas semanas. Ao perceber que a mulher não estava na residência com o filho, o suspeito foi à casa da ex-sogra armado com uma faca e levou a criança à força. “Ele saiu com o filho e começou a mandar mensagens para a mulher dizendo que não devolveria a criança, ameaçando matar o menino e, em seguida, tirar a própria vida”, relatou.

A delegada explica que, apesar de a criança ter sido usada como instrumento, o alvo real do crime era a mulher, o que configura indícios de violência vicária — modalidade em que o agressor atinge filhos ou pessoas próximas para causar sofrimento à vítima principal. O caso guarda semelhança com o episódio que vitimou familiares do prefeito de Itumbiara, Dione Araújo. “Na verdade, o que ele queria mesmo era matá-la, mas como não a encontrou em casa, pretendia matar o filho do casal”, afirmou.

Após horas de buscas, o suspeito foi localizado na casa da irmã, também em Senador Canedo, ainda com a criança e com a faca na cintura. De acordo com a delegada, o menino estava fisicamente bem, mas visivelmente abalado com tudo o que aconteceu.

Mesmo após a prisão, o homem manteve comportamento agressivo e reiterou, diversas vezes, que mataria a ex-companheira e depois tiraria a própria vida assim que fosse solto. Ele foi autuado pelos crimes de ameaça (contra a ex-companheira e o filho), sequestro, injúria e violência psicológica.

A Justiça decretou a prisão preventiva do investigado e concedeu medidas protetivas de urgência em menos de duas horas após o registro da ocorrência — incluindo a proibição de qualquer contato do pai com a criança. Em caso de futura progressão para o regime aberto, há possibilidade de monitoramento por tornozeleira eletrônica e concessão de botão do pânico à vítima, segundo a delegada. “Neste caso, a medida protetiva foi concedida em menos de duas horas após o envio virtual do pedido ao Judiciário”, afirmou.

A delegada reforçou a importância de a vítima ter procurado a polícia em vez de agir por conta própria, destacando que a situação poderia ter terminado em tragédia. “No estado em que o autor se encontrava, acredito que o pior poderia ter acontecido se ele se deparasse com a vítima.”

Leia também: Goiás prorroga prazo de inscrições do Cerrado em Pé para 14 municípios



Jornal Opção