Justiça condena empresário a mais de 13 anos de prisão por feminicídio de mulher trans
A Justiça de Mato Grosso condenou nesta quarta-feira, 15 de abril, o empresário Jorlan Cristiano Ferreira a 13 anos e seis meses de prisão pelos crimes de feminicídio, fraude processual e ocultação de cadáver de Mayla Rafaela Martins, em Lucas do Rio Verde.
O crime ocorreu na madrugada de 16 de janeiro de 2024. Mayla foi vista pela última vez na noite anterior, antes de desaparecer. O corpo dela foi encontrado horas depois, enrolado em uma lona plástica, em uma área de fazenda às margens da MT-485.
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A vítima era uma mulher transexual, e o crime foi considerado resultado de menosprezo à sua condição feminina. De acordo com o Ministério Público, o réu agiu por sentimento de posse após a recusa da vítima em manter um relacionamento.
Para o promotor de Justiça Samuel Telles Costa, que atuou no júri, a condenação representa um avanço no combate à violência de gênero.
“O reconhecimento do feminicídio neste caso reafirma que crimes motivados por discriminação não serão tolerados”, destacou.
