Justiça mantém preso homem acusado de matar filho de 2 anos e nega pedido de exame de sanidade mental
A Justiça de Mato Grosso decidiu manter a prisão preventiva de Rairo Andrey Borges Lemos, acusado de assassinar o próprio filho, Davi Lucca, de apenas 2 anos, em janeiro deste ano, em Sorriso (420 km de Cuiabá). Na mesma decisão, também foi negado o pedido da defesa para a realização de exame de sanidade mental no réu.
A decisão foi proferida na quarta-feira, 17 de junho, pelo juiz Rafael Depra Paninchella, da 1ª Vara Criminal da cidade.
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De acordo com as investigações, o criminoso tirou a vida do filho pela não aceitação do término do relacionamento com a ex-companheira e mãe do menino.
Em pedido, a defesa dele solicitou a revogação da prisão preventiva, alegando que o acusado foi detido em sua residência sem oferecer resistência, colaborou com as investigações e não teria praticado qualquer ato para prejudicar a apuração dos fatos.
Além disso, o advogado argumentou que ele possui bom comportamento carcerário e deveria responder ao processo em liberdade, com base no princípio da presunção de inocência.
No entanto, em sua decisão, o magistrado destacou a gravidade do crime e afirmou que a manutenção da custódia é necessária para garantir a ordem pública.
Na mesma decisão, Paninchella rejeitou o pedido para que o acusado fosse submetido a exame de sanidade mental. De acordo com o magistrado, a defesa não apresentou elementos técnicos que indicassem eventual incapacidade psíquica do réu.
Ainda segundo a decisão, testemunhas ouvidas durante a investigação, incluindo a mãe da criança, relataram que Rairo demonstrava pleno discernimento de seus atos à época do crime. Os depoimentos o descreveram como uma pessoa trabalhadora, educada e com plena capacidade mental.
Com isso, o acusado continuará preso preventivamente enquanto responde ao processo pelo assassinato do próprio filho.

