Justiça nega internação psiquiátrica a ex-PM condenado por matar e estuprar advogada

A Justiça de Mato Grosso negou o pedido da Defensoria Pública para instaurar um novo incidente de insanidade mental e transferir o ex-policial militar Almir Monteiro dos Reis, condenado pelo assassinato da advogada Cristiane Castrillon da Fonseca Tirloni, para um hospital psiquiátrico.

A decisão foi assinada nessa segunda-feira, 25 de maio, pelo juiz Renato José de Almeida Costa Filho, da 2ª Vara de Execuções Penais. Com isso, ele continuará preso em regime fechado na unidade destinada a policiais e ex-policiais em Chapada dos Guimarães.

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No recurso, a Defensoria justificou que o policial sofreu interdição civil em 2015. No entanto, o Ministério Público foi contra o recurso.

Ao analisar o caso, o magistrado indeferiu o pedido, apontando que a saúde mental do réu já foi debatida no processo e a perícia concluiu que ele “era totalmente capaz de entender o caráter ilícito de seus atos” na época do crime.

“Isso posto, INDEFIRO o pedido de instauração de incidente de insanidade mental e, por conseguinte, o pedido de internação provisória formulado pela Defensoria Pública, mantendo-se o cumprimento da pena em regime fechado na unidade prisional comum onde o recuperando se encontra”, diz trecho da decisão do juiz.

Relembre o caso

Cristiane Castrillon foi assassinada em agosto de 2023. A vítima conheceu o agressor no dia 12 de agosto e passaram a noite juntos na casa dele. Na residência, Cristiane foi estuprada, espancada e morta.

Após o crime, o ex-PM transportou o corpo da vítima no banco traseiro do veículo dela e o abandonou no Parque das Águas, na capital.

Em setembro de 2025, o criminoso foi condenado pelo Tribunal do Júri a 37 anos de prisão em regime fechado.



Estadão MT