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POLÍTICA

Lula converge para o desastre que ele mesmo criou

A esquerda, de forma geral, culpa pelo seu fracasso econômico o capitalismo, o imperialismo, o fascismo, a elite, menos as próprias decisões tomadas quando governam. É incapaz de perceber que o populismo, escancarado durante as eleições, sacrifica o futuro brilhante de prosperidade de nossa nação. Em nome de um imediatismo eleitoral que, é verdade, historicamente sempre guiou as ações de nossos líderes – exceto por alguns poucos -, Lula gasta os recursos dos brasileiros de forma irresponsável e inconsequente. Claramente, não liga para conceitos tão importantes como equilíbrio ou mesmo austeridade fiscal.

Mas, assim como todos os “donos do poder” do passado brasileiro, que faziam tais medidas pensando única e exclusivamente na manutenção dos próprios cargos, o presidente Lula faz igual. As ações dele sugerem uma preocupação maior com resultados políticos imediatos do que com efeitos de longo prazo. Porque, para ele e os seus pares, estar no poder é questão de sobrevivência. Estar fora significa estar sem foro privilegiado. E, consequentemente, muito que provavelmente, respondendo um processo atrás do outro, assim como aconteceu após os dois primeiros mandatos.

Nesta eleição, Lula ganhou como sempre venceu, assim como a esquerda tem vencido neste país nos últimos 20 anos, explorando politicamente a miséria alheia. Mentindo e aterrorizando os mais humildes. Fomentando, no debate público, o que eles teorizam como “luta de classes”, que mais nos separam como sociedade do que nos unem. E o que realmente gera de retorno? Nada. Constrangem os mais pobres e os chamam de burros e alienados por não concordarem com a sua religião política. Digo isso no mesmo sentido em que Marx disse que a religião é o ópio do povo, Raymond Aron completa afirmando que o marxismo é o “ópio dos intelectuais”.

Não conseguem perceber a armadilha de sua teologia política. Ou seja, segundo essa lógica, quem concorda possui “consciência de classe”, portanto é um “eleito”, irá para o “reino do céu”; se não concordar, está defendendo os privilégios da classe dominante, logo é um párea, não merece nenhuma empatia, é um cidadão de segunda, irá direto para o “inferno”. Obviamente, a teoria marxista defende a revolução armada do “proletariado” como instrumento de transformação social. Em outras palavras, o assassinato de pessoas para conquistar o seu objetivo final.

Na prática também, os governos marxistas recorreram à prisão (para “reeducar” os indivíduos). Mas percebam que mesmo sem ir até as últimas consequências deste pensamento, a relação que estrutura esta perspectiva descreve bem muitas situações que acontecem no presente social brasileiro e mundial, em países que são democracias liberais. No sentido de que justificam muitas injustiças por produzirem, segundo seus defensores, as chamadas “justiças sociais” – que já invade as leis e o judiciário e deturpa o Estado de Direito.

Fora essas questões que estruturam o pensamento da esquerda brasileira, e justificam a existência do Partido dos Trabalhadores (PT), a gestão do Lula conquistou em 2026 a gloriosa marca da dívida pública de 82,9% do PIB, cerca de R$ 11,1 trilhões. Será que uma nação que tem no currículo de ter passado por oito padrões monetários pode se dar ao luxo de se aventurar em uma relação dívida/PIB tão alta e que só cresce? Pagar juros astronômicos em nome de um populismo descarado é pensar nos mais pobres?

Sem falar no populismo sem vergonha. Só no período eleitoral, estima-se que as medidas anunciadas estão entre R$ 290 bilhões a mais de R$ 405 bilhões. Isso só para se reeleger. Será que ele estava pensando nos projetos para o futuro ou sacrificando o nosso em nome do seu projeto presente?

A própria taxa básica de juros, mantida em patamares elevados, é um sintoma da deterioração das contas públicas, pois sinaliza a desconfiança do mercado em relação à capacidade do governo de controlar a inflação e estabilizar a trajetória da dívida pública.

No fim das contas, a grande contradição do lulismo e da esquerda brasileira está justamente na distância entre o discurso e os resultados. Nesse sentido, enquanto se apresentam como defensores dos mais pobres, insistem em políticas que aprofundam o desequilíbrio fiscal, compromete o crescimento econômico e transfere para as próximas gerações o custo de decisões tomadas em benefício de projetos políticos imediatos.

A prosperidade de uma nação não se constrói com promessas, narrativas ou divisão entre classes, mas com responsabilidade, produtividade e planejamento de longo prazo. Se o Brasil continuar preso à lógica do populismo, em que o presente é constantemente sacrificado em favor da manutenção do poder, o verdadeiro prejudicado será justamente o povo que mais precisa de oportunidades para prosperar e conquistar autonomia.

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Fonte: www.jornalopcao.com.br