O presidente Lula da Silva (PT) decidiu incluir a criação de um Ministério do Idoso na estrutura de seu quarto mandato, que terá início em janeiro de 2027. A proposta prevê reunir políticas públicas voltadas à população idosa, com atenção especial à saúde, assistência social, inclusão digital e proteção dos direitos dessa parcela da sociedade.
A informação foi divulgada pelo blog do jornalista Ana Flor, do g1, nesta quarta-feira, 28. Segundo a publicação, integrantes próximos ao presidente já iniciaram conversas com especialistas para discutir a organização da nova pasta e definir as principais áreas de atuação.
Entre as referências consideradas pela equipe presidencial está a Universidade Aberta da Terceira Idade (UnATI), vinculada ao Núcleo de Envelhecimento Humano da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj). A experiência da instituição, voltada ao envelhecimento e à participação social de pessoas idosas, poderá contribuir para a formulação das políticas do futuro ministério.
Um dos nomes mencionados nas articulações é o do médico e ex-deputado federal Alexandre Cardoso. Ele já ocupou a Secretaria de Ciência e Tecnologia do Rio de Janeiro durante o governo de Sérgio Cabral e possui experiência em iniciativas direcionadas à terceira idade, incluindo projetos de inclusão digital e integração social.
Apesar das movimentações, ainda não há confirmação oficial sobre quem assumirá o comando da pasta nem detalhes sobre sua estrutura administrativa e orçamento.
Lula destacou participação de idosos nas eleições
A discussão sobre a criação do ministério ocorre poucos dias depois da reeleição de Lula, no segundo turno realizado no domingo, 25. Durante seu pronunciamento após a vitória, o presidente fez questão de agradecer a participação dos eleitores idosos, especialmente daqueles com mais de 70 anos, faixa etária em que o voto é facultativo no Brasil.
O tema voltou a ser mencionado na terça-feira, 27, quando Lula completou 81 anos. Durante uma celebração de aniversário, o presidente recebeu pessoas idosas e comentou a mobilização desse público durante a eleição.
“Eu estava vendo o vídeo dos velhinhos votarem. Eu, sinceramente, acho que foi a imagem mais forte e humana que já vi em uma eleição”, afirmou.
A eventual criação do Ministério do Idoso representaria uma mudança na organização das políticas federais direcionadas ao envelhecimento da população. Atualmente, diferentes ações de assistência, saúde e garantia de direitos são distribuídas entre órgãos do governo federal.
A proposta busca concentrar a articulação dessas iniciativas em uma estrutura específica. Para que a pasta seja efetivamente instalada, ainda será necessário definir suas competências, organização e os procedimentos legais para sua criação.
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