Minha trajetória como interventor em cartórios de Mato Grosso

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Aureo Costa*

Prestes a completar 60 anos de vida cartorária, tenho a honra de acumular em minha trajetória várias décadas como interventor em cartórios extrajudiciais da região sul/sudeste de Mato Grosso, sendo nomeado pela Corregedoria-Geral de Justiça, demonstrando credibilidade, lisura e confiança perante o Poder Judiciário do Estado.

Iniciei a carreira na área em 1967 como escrevente do Cartório do 3º Ofício, sendo que em 1970, após passar em concurso público, fui nomeado tabelião do Cartório do 4º Ofício, em Rondonópolis. A primeira vez que atuei como interventor foi por um período de um mês apenas no Cartório do 2º Ofício de Rondonópolis, quando os titulares saíram de férias.

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No Cartório do 3º Ofício de Rondonópolis, fui interventor pela primeira vez a partir de 1967, atuando no local no final da década de 60. Por mais de três décadas consecutivas fui nomeado interventor do Cartório da Paz de São José do Planalto, que naquele tempo era município de Rondonópolis, mas hoje pertence ao município de Pedra Preta. Posteriormente, também fui interventor do Cartório do 2º Ofício de Pedra Preta.

Como interventor, por exemplo, eu fiquei 32 anos lá [em São José do Planalto] para evitar coisas erradas. Antes de eu entrar lá era falsificação demais da conta. E eu fiquei lá e nunca lavrei um ato, para evitar que aquela má fama do cartório continuasse. Eu só dava certidão daquilo que existia no cartório.

Desde o dia 1º de julho de 2024, venho atuando ainda como tabelião interino, ou interventor, no Cartório do 3º Ofício de Rondonópolis. Essas recorrentes nomeações demonstram a seriedade do meu trabalho à frente das serventias por onde passo. Isso não deixa de ser uma demonstração de confiança do Judiciário na minha pessoa, senão não me indicaria. Já é repetitivo. Eu, por exemplo, fiquei 32 anos em São José do Planalto.

Além da atuação como interventor, fui designado como assistente de juiz nos plebiscitos da criação dos municípios de Pedra Preta e São José do Povo. Eu também tenho satisfação em ter atuado por décadas nas juntas apuradoras que eram formadas para as eleições em Rondonópolis, acompanhando o processo, elaboração de mapas, contagem, declaração dos eleitos, entre outros aspectos.

Em todas essas indicações da Justiça, tenho a certeza de ter feito o melhor pela sociedade. Creio que eu administrei com justiça, com seriedade, com determinação, fazendo cumprir todas as obrigações emanadas pelo Tribunal de Justiça, pelos provimentos, pelas portarias. Então, hoje eu reputo um bom legado, de respeitabilidade, de honradez em todos os cartórios que eu passei e atuo até hoje como interventor.

 

*Aureo Candido Costa é tabelião do Cartório do 4º Ofício de Rondonópolis.



Estadão MT