O bloco liderado pelo Likud, partido do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, lidera a apuração das eleições parlamentares do país, com 54 das 120 cadeiras do Knesset. Os resultados parciais divulgados nesta quarta-feira, 28, indicam que o grupo ainda está abaixo dos 61 assentos necessários para garantir maioria e formar um governo.
Com cerca de 76% das urnas apuradas, o bloco de oposição liderado por Gadi Eisenkot, ex-chefe do Estado-Maior das Forças Armadas israelenses, somava 47 cadeiras. Já os partidos árabes reuniam 19 assentos.
O resultado parcial aponta para um cenário de indefinição sobre a formação do próximo governo. Tanto Netanyahu quanto Eisenkot podem precisar do apoio de outras legendas para alcançar a maioria parlamentar. No entanto, os dois grupos enfrentam dificuldades para construir uma aliança com os partidos árabes.
Netanyahu praticamente descartou a possibilidade de incluir essas legendas em sua coalizão. Eisenkot e seus aliados também demonstraram resistência à ideia de depender do apoio dos partidos árabes para governar.
A maior parte dos votos deveria ser contabilizada até o fim desta quarta-feira, embora a conclusão da apuração pudesse levar mais tempo. Após a divulgação dos resultados, os partidos devem iniciar negociações para definir a composição de uma coalizão governista.
Disputa pelo governo
As eleições definem os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento israelense. Diferentemente do sistema brasileiro, os eleitores votam em partidos, e não diretamente em candidatos individuais para as cadeiras parlamentares.
Após a conclusão da apuração, o presidente de Israel consulta os partidos eleitos para identificar qual líder político tem melhores condições de formar uma coalizão com pelo menos 61 deputados. O indicado terá a missão de construir uma maioria parlamentar capaz de sustentar o governo.
O pleito ocorre em um contexto de tensões políticas e de segurança, sendo a primeira eleição nacional desde os ataques de 7 de outubro de 2023, que desencadearam a guerra na Faixa de Gaza.
Propostas dos blocos
O bloco de Netanyahu reúne partidos de direita e legendas ultraortodoxas, entre elas Shas, United Torah Judaism, Otzma Yehudit e Religious Zionist Party. Entre as propostas defendidas pelo grupo estão o avanço da reforma judicial, a ampliação da influência religiosa no Estado e a consolidação do controle israelense sobre a Cisjordânia e Gaza.
A oposição liderada por Eisenkot reúne partidos de diferentes correntes ideológicas, como Yashar!, Beyachad, The Democrats e Yisrael Beyteinu.
O grupo defende a criação de uma comissão independente para investigar os acontecimentos de 7 de outubro de 2023, a recuperação das relações diplomáticas internacionais de Israel e o combate à violência extremista na Cisjordânia.
Com a apuração ainda em andamento, a distribuição definitiva das cadeiras e as negociações entre os partidos serão determinantes para estabelecer quem conseguirá formar o próximo governo israelense.
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Fonte: www.jornalopcao.com.br

