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POLICIAL

Operação Patrinus cumpre 13 mandados contra facção e esquema de tráfico em MT

A Operação Patrinus, deflagrada pela Polícia Civil de Mato Grosso nesta quarta-feira (28), cumpriu 13 mandados judiciais contra um grupo investigado por tráfico de drogas, associação para o tráfico e participação em facção criminosa. A ação ocorreu em Tabaporã, Sinop e Várzea Grande, com quatro mandados de prisão preventiva e nove de busca e apreensão, conforme informações divulgadas pela Polícia Civil.

A investigação é conduzida pela Delegacia de Polícia de Tabaporã e busca identificar a estrutura, as funções e a forma de atuação do grupo. As ordens judiciais foram expedidas pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias, Polo de Juína, com base nos elementos reunidos durante a apuração.

Entre os locais de cumprimento dos mandados estão endereços residenciais nos municípios de Tabaporã e Sinop, além do Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande. A operação também alcançou um dos investigados que já estava custodiado no sistema prisional.

Como a investigação identificou o grupo

Segundo a Polícia Civil, as investigações começaram após a apreensão de aparelhos celulares. Com autorização judicial, os investigadores analisaram os dados armazenados nos dispositivos e identificaram indícios da existência de uma organização criminosa estruturada em Tabaporã, com ramificações em outros municípios do Estado.

As informações examinadas apontaram uma possível divisão de tarefas, hierarquia definida e atuação coordenada na comercialização de entorpecentes. Esses elementos orientaram a identificação dos suspeitos e a solicitação das medidas judiciais cumpridas durante a Operação Patrinus.

De acordo com o delegado de Tabaporã, Geremias Ferreira, os indícios reunidos apontam que uma liderança atuava de dentro do sistema penitenciário. Conforme a investigação, essa pessoa seria responsável por organizar a distribuição de drogas, controlar valores e transmitir ordens aos demais integrantes do grupo.

A apuração também identificou suspeitos que, segundo o delegado, exerciam funções ligadas à logística, ao armazenamento de entorpecentes, ao recolhimento de dinheiro e à venda direta das substâncias ilícitas aos usuários.

O que foi apreendido na operação

As buscas tiveram como objetivo localizar drogas, armas de fogo, munições, dinheiro em espécie, telefones celulares e outros materiais que pudessem contribuir para o esclarecimento dos fatos investigados.

No Complexo Penitenciário Ahmenon Lemos Dantas, em Várzea Grande, os policiais apreenderam celulares, carregadores e drogas na cela ocupada por um dos alvos da operação. A Polícia Civil informou que todo o material recolhido será submetido à análise e à perícia.

Os exames poderão auxiliar na apuração da origem dos objetos, na análise de possíveis vínculos entre os investigados e no esclarecimento das condutas sob investigação. Os resultados, porém, dependem do trabalho pericial e dos demais elementos reunidos no procedimento.

Por que a operação recebeu o nome Patrinus

O nome Patrinus tem origem no latim e remete à palavra “padrinho”. Segundo a Polícia Civil, a denominação faz referência a um homem apontado como um dos principais alvos da investigação, que estaria custodiado no sistema penitenciário.

Conforme a apuração policial, esse investigado teria atuado como padrinho de jovens cooptados para participar de atividades criminosas. A informação integra a linha investigativa apresentada pela corporação e deverá ser examinada em conjunto com as demais provas do caso.

O que diz a lei sobre os crimes investigados

O tráfico de drogas é previsto no artigo 33 da Lei nº 11.343/2006. A legislação também trata da associação para o tráfico no artigo 35, que exige a presença dos elementos previstos na norma para a caracterização do crime. Já a participação em organização criminosa pode ser enquadrada na Lei nº 12.850/2013, conforme as circunstâncias e as provas de cada caso.

A prisão preventiva, por sua vez, é uma medida cautelar prevista no Código de Processo Penal. Sua aplicação depende dos requisitos legais e de decisão judicial fundamentada. O cumprimento de mandados e a condição de investigado não representam, por si só, uma condenação criminal.

Até as informações divulgadas sobre a operação, a Polícia Civil não detalhou o resultado individual de cada mandado de prisão nem informou eventual oferecimento de denúncia pelo Ministério Público. Por isso, a situação processual de cada alvo deve ser considerada conforme os registros oficiais do caso.

Integração entre delegacias

Coordenada pela Delegacia de Polícia de Tabaporã, a Operação Patrinus contou com apoio de equipes das Delegacias Regionais de Juína, Sinop e Várzea Grande. A atuação conjunta permitiu cumprir as ordens judiciais em diferentes municípios e também em uma unidade prisional.

A Polícia Civil informou que a operação faz parte das ações permanentes de enfrentamento às facções criminosas e ao tráfico de drogas no interior do Estado. O avanço da investigação dependerá da análise dos materiais apreendidos e da consolidação dos elementos reunidos pelas equipes responsáveis.

Para acompanhar os próximos desdobramentos, consulte os comunicados oficiais da Polícia Civil e as informações divulgadas pelos órgãos do sistema de Justiça, que permitem verificar eventuais novas medidas e decisões relacionadas ao caso.

Reportagem baseada em informações divulgadas pela Polícia Civil de Mato Grosso. O contexto jurídico foi incluído com referência à Lei nº 11.343/2006, à Lei nº 12.850/2013 e ao Código de Processo Penal. As suspeitas mencionadas permanecem sujeitas à apuração e à apreciação da Justiça.

Fonte: cenariomt.com.br