Paccola insiste em reconstituição de crime e MP dá parecer contrário
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) se manifestou contra o pedido da defesa do ex-vereador por Cuiabá Marcos Paccola, o “Tenente Paccola”, para realização de reconstituição da morte do agente socioeducativo Alexandre Miyagawa, ocorrida em julho de 2022 em Cuiabá, ao afirmar que a medida não é necessária e apenas atrasaria o andamento do processo, já que o caso conta com imagens de câmeras de segurança e laudo pericial do local do crime.
O pedido de reprodução simulada foi feito pela defesa de Paccola, mas o Ministério Público se posicionou contra e informou que a solicitação já havia sido negada em decisões anteriores do processo, entendimento mantido pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) e confirmado em instância superior. Ao reiterar o posicionamento, o órgão afirmou que mantém integralmente os fundamentos já constantes exaustivamente nos autos, sendo contrário à realização da reconstituição.
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A defesa de Paccola também pediu que a Delegacia de Homicídios preste esclarecimentos sobre a arma apreendida no caso, uma pistola Canik calibre 9 mm, e o Ministério Público se manifestou favoravelmente ao pedido, ao defender o deferimento da solicitação.
Na mesma manifestação, o órgão apresentou o rol de testemunhas que devem ser ouvidas em plenário, entre elas o delegado Hércules Batista Gonçalves, Janaina Maria Santos Cícero de Sá Caldas, Mariana da Silva Pin e Francisco Jucenilson da Silva Sousa.
O crime
O agente socioeducativo Alexandre Miyagawa foi morto a tiros na noite de 1º de julho de 2022, em Cuiabá, após uma confusão envolvendo sua namorada, Janaína de Sá Caldas, que dirigia na contramão e em alta velocidade. Testemunhas relataram que Janaína discutiu com pessoas no local e teria incentivado Alexandre a sacar a arma.
Nesse momento, o então vereador Marcos Paccola chegou ao local, viu a movimentação e, ao notar que Miyagawa estava armado, efetuou disparos contra ele.
Segundo o Ministério Público, Paccola não agiu em legítima defesa, mas com a intenção de projetar sua imagem como “protetor”, tese reforçada pela divulgação posterior do caso e discursos feitos por ele. O órgão também aponta que o ex-vereador teria parado o carro de forma estratégica para dar visibilidade à ação.

