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06/11/26 às 20:38
Paraguai mostra como se faz: ex-presidente é preso após Senado aprovar seu impeachment
Santiago Peña foi acusado conflito de interesses no colapso do banco Ueno Bank, do qual foi acionista
Ex-presidente Santiago Peña
O impeachment foi motivado pelo colapso do banco digital Ueno Bank, do qual Peña foi acionista até março de 2025. A instituição concentrava cerca de US$ 850 milhões (aproximadamente R$ 4,6 bilhões) em recursos públicos, incluindo fundos do Instituto de Previdência Social. O Banco Central interveio após o índice de solvência cair abaixo de 50%, congelando as contas de cerca de 3 milhões de pessoas — quase 40% da população paraguaia. A crise paralisou grande parte do comércio eletrônico e do varejo no país.
Sucessão e manobras
Com a destituição, o vice-presidente Pedro Alliana (também do Partido Colorado e próximo ao ex-presidente Horacio Cartes) assumiu o cargo ainda na noite de sexta-feira. Alliana foi poupado de processo de impeachment pela Câmara.
Peña havia apresentado carta de renúncia na quinta-feira para tentar evitar o julgamento e preservar imunidade, mas o Congresso não a aceitou formalmente e deu continuidade ao processo. Em postagem no X pouco antes da votação, ele afirmou: “Apresentei minha renúncia para evitar mais danos ao país e contribuir para devolver a tranquilidade ao Paraguai. […] Hoje, cabe a nós nos unirmos, como paraguaios, para reconstruir a institucionalidade e recuperar a confiança.”
O caso marca o segundo impeachment de um presidente paraguaio desde o fim da ditadura de Alfredo Stroessner (1989). O mandato de Alliana deve ir até agosto de 2028.
Fonte: www.aguaboanews.com.br

