O governador reeleito Otaviano Pivetta (Republicanos) pretende vender a participação do governo de Mato Grosso na Nova Rota do Oeste, concessionária responsável pela BR-163, para recuperar os recursos públicos aplicados na rodovia e direcioná-los a novos investimentos em infraestrutura.
A intenção foi anunciada pelo governador nesta quinta-feira (22). Segundo ele, a proposta é devolver a concessão ao mercado privado e liberar dinheiro do caixa estadual para outras obras. “Nós queremos também, esperamos esse momento para nós vendermos a 163, devolver isso para o mercado e trazer de volta o dinheiro que o Estado botou para fazer outros investimentos”, afirmou.
O Estado assumiu o controle da concessionária em maio de 2023, por meio da MT Participações e Projetos (MTPar). A operação buscou destravar a duplicação da BR-163, cujas obras acumulavam anos de atrasos, e permitir a retomada dos investimentos em um dos principais corredores logísticos mato-grossenses.
Em julho de 2025, o governo estadual e a Nova Rota do Oeste reafirmaram o compromisso com a ampliação da capacidade da rodovia. Naquele período, os aportes públicos destinados a viabilizar as duplicações somavam R$ 2,3 bilhões, conforme informado pelo governo.
O conjunto de melhorias também contemplou a previsão de uma área de escape na Serra de São Vicente, com investimento de R$ 17,8 milhões, e a implantação de conectividade 4G LTE ao longo dos 850,9 quilômetros concedidos, entre Itiquira e Sinop. As iniciativas foram articuladas com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes.
Venda ainda não tem prazo definido
Apesar de manifestar a intenção de transferir a concessionária novamente ao setor privado, Pivetta não apresentou detalhes sobre o formato da operação. Também não informou quando a venda poderá ocorrer nem quanto o Estado espera recuperar com a negociação.
Uma eventual mudança de controle da Nova Rota do Oeste não representa o encerramento da concessão da BR-163. Até o momento, a declaração do governador indica a intenção de recuperar os recursos públicos investidos, mas não estabelece um cronograma ou as condições para concretizar a venda.
Fonte: cenariomt.com.br

