Polícia Civil prende cinco integrantes de grupo ligado à Esquadrão Vilanovense em nova fase de operação
Cinco pessoas foram presas na manhã desta quinta-feira, 30, como integrantes de uma facção criminosa que fazia parte do 20º Comando da torcida organizada Esquadrão Vilanovense, investigado por ataques violentos contra torcedores rivais. Além disso, a Polícia Civil também cumpriu outros cinco mandados de busca e apreensão.
A operação foi realizada pelo Grupo Especial de Proteção ao Torcedor (GEPROT), da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), pelo delegado Samuel Moura.
Segundo a Polícia Civil, as prisões fazem parte da segunda fase da Operação Retorno Seguro, que investiga a emboscada realizada contra torcedores do Goiás Esporte Clube no dia 15 de março de 2026. “Essa segunda fase é uma continuação das investigações anteriores”, disse o delegado.
No ataque, integrantes do grupo utilizaram dois carros (Honda Fit e Ford Fiesta) e uma motocicleta Yamaha FZ15 para interceptar torcedores do Goiás Esporte Clube que retornavam da final do Campeonato Goiano.
O líder do grupo foi preso temporariamente na primeira fase da operação, em maio de 2026, mas, com o avanço das investigações e a reunião de novos elementos, passou a ser alvo de mandado de prisão preventiva.
Nesse momento, um dos carros foi lançado propositalmente contra uma motocicleta ocupada por um motorista de aplicativo e um passageiro. Após a queda, as vítimas foram agredidas com arma de fogo, arma branca e objeto contundente.
Além das agressões, foram roubadas roupas da torcida rival, posteriormente ostentadas nas redes sociais, circunstância que, segundo a investigação, evidencia a motivação ligada à rivalidade entre torcidas organizadas e a atuação previamente coordenada dos envolvidos.
Com o aprofundamento das investigações, a Polícia Civil identificou outros integrantes do grupo e também apurou um ataque semelhante ocorrido em 20 de dezembro de 2025, nas proximidades da Praça do Jacaré, no Setor Criméia Oeste, em Goiânia.
Os cinco investigados são alvo de apuração pelos crimes de tentativa de homicídio qualificado por motivo fútil e pelo recurso que dificultou a defesa das vítimas, roubo majorado pelo emprego de arma de fogo e pelo concurso de pessoas, além de associação criminosa, sem prejuízo de outros crimes que possam ser identificados ao longo das investigações.
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