VÍDEO: Abin monitora facções, ataques digitais e bloqueios de rodovias nas eleições em MT
O superintendente estadual da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) em Mato Grosso, Luiz Felipe Midon de Melo, afirmou que os órgãos de inteligência monitoram ameaças que podem comprometer as eleições de 2026. Entre as principais preocupações estão manifestações sociais, ataques cibernéticos, atuação de facções criminosas e interferências externas no processo democrático.
Segundo Midon, bloqueios de rodovias e ataques contra infraestruturas críticas, como redes de energia e abastecimento de água, estão entre os cenários observados pela inteligência brasileira.
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“A primeira é a questão de manifestações sociais que gerem alguma ameaça ao pleito. Bloqueios de rodovia, ataques cibernéticos organizados contra infraestruturas críticas, redes de energia e água, são ações que podem inviabilizar ou prejudicar o pleito”, afirmou.
O representante da Abin relembrou o caso de Macapá, em 2020, quando um apagão elétrico levou ao adiamento das eleições municipais na capital amapaense.
“Tivemos uma capital que teve o pleito adiado, Macapá, por conta de um apagão elétrico que gerou tensão social. A última preocupação da pessoa é votar. O TRE do Amapá decidiu pelo adiamento do pleito”, destacou.
Outra preocupação apontada pelo superintendente é a influência do crime organizado nas eleições. De acordo com ele, facções criminosas têm capacidade de ocupar territórios e até influenciar candidaturas em determinadas regiões do país.
“A criminalidade organizada é um tema que todas as inteligências acompanham. Em alguns locais, as facções chegam a ocupar territórios, influenciar e indicar até candidatos”, disse.
Apesar dos riscos, Midon afirmou que Mato Grosso possui uma estrutura integrada de monitoramento envolvendo forças estaduais e federais. A atuação reúne órgãos como Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Exército Brasileiro, Marinha do Brasil, IBAMA e Receita Federal, além da Secretaria de Estado de Segurança Pública.
“A ameaça está sendo muito bem acompanhada, monitorada e há produção de relatórios diários sobre ela. Temos ameaça, mas estamos lidando com ela”, afirmou.
O superintendente também citou as chamadas “ameaças externas”, classificadas pela inteligência como tentativas de interferência internacional no ambiente democrático brasileiro.
“Isso é algo que toda democracia sofre, não somente nós, e estamos acompanhando junto com os demais parceiros”, concluiu.

