VÍDEO: Filha de Renato Nery diz que só terá tranquilidade após o fim dos julgamentos
Lívia Nery, filha do advogado e ex-presidente da Ordem dos Advogados do Brasil em Mato Grosso (OAB-MT), Renato Gomes Nery, afirmou que ainda convive com o medo e a insegurança, dois anos após o assassinato do pai. A declaração foi dada na manhã desta quarta-feira, 15 de julho, antes do julgamento do caseiro Alex Roberto de Queiroz Silva, denunciado pelo Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) como autor dos disparos.
Lívia Nery contou que trabalha no escritório onde o pai atuava e passa diariamente pelo local em que ele foi assassinado, o que faz com que o trauma permaneça presente em sua rotina.
– FIQUE ATUALIZADO: Siga nossas redes sociais e receba informações em tempo real (WhatsApp, Telegram e Instagram)
“Eu acredito que sim, só que uma morte desse porte… Eu trabalho no escritório do meu pai, eu passo todos os dias por onde ele foi assassinado. Então, dizer que a minha vida voltou ao normal é muito complicado. Essa insegurança diminuiu, sim. Só que, a todo momento, a gente tem pedido de habeas corpus para a soltura. A gente não sabe como vai ser esse desenrolar”, afirmou.
Segundo Lívia, a família só conseguirá recuperar a tranquilidade quando todos os processos relacionados ao caso forem concluídos.
“Nós acreditamos que essa real tranquilidade vai vir mesmo depois que finalizar todos os julgamentos. Na hora que a gente vê que isso terminou. Porque a gente está falando de prisões preventivas ainda. Sobre a insegurança, a gente já se acalmou, sim, mas falar que hoje eu me sinto segura, não, ainda não me sinto”, disse.
Testemunha de acusação no processo, ela também revelou receio de sofrer algum tipo de represália por participar da ação penal.
“Principalmente assim, eu estou aqui, eu vou prestar um depoimento, eu sou testemunha de acusação, como eu fui arrolada. Será que algum dia vai ter uma retaliação para mim? Não sei”, declarou.
Renato Gomes Nery foi assassinado em 5 de julho de 2024, quando chegava ao escritório de advocacia, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, em Cuiabá. Conforme a investigação da Polícia Civil e a denúncia do Ministério Público, o crime foi uma execução encomendada motivada por uma disputa judicial envolvendo terras em Novo São Joaquim.
Alex Roberto de Queiroz Silva é apontado como o executor dos disparos e integra o núcleo operacional da organização criminosa descrita pela acusação. O processo também apura a participação de supostos mandantes, intermediários e pessoas que teriam atuado para ocultar provas. Todos os denunciados respondem às acusações e têm direito à ampla defesa, não podendo ser considerados culpados antes de eventual condenação definitiva.

