Júlio acusa ‘megaempresário do agro’ de tentar cooptar votos contra Jayme no União
O deputado estadual Júlio Campos (União Brasil) afirmou que empresários com interesse no Governo de Mato Grosso estariam tentando cooptar convencionais do partido para barrar a candidatura do senador Jayme Campos ao Palácio Paiaguás. A declaração foi feita nesta terça-feira, 14 de julho, em meio à disputa interna que será decidida na convenção estadual da sigla, marcada para o dia 30.
Segundo Júlio, emissários já teriam procurado filiados com direito a voto em municípios do interior. O parlamentar não revelou nomes, mas disse que o grupo ligado a Jayme acompanha as denúncias e pode acionar o Ministério Público Eleitoral caso confirme a tentativa de interferência.
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“Daqui até dia 30, muitas águas podem correr por baixo da ponte, mas nós estamos plenamente confiantes que a grande maioria dos militantes e filiados convencionais são pessoas dignas, honradas, que não vão aceitar propostas indecorosas partidas de determinados empresários que têm grandes interesses no governo de Mato Grosso”, afirmou.
Júlio disse ainda que as supostas abordagens já começaram. “Nós estamos ainda recebendo as denúncias do interior, que alguns emissários já estão chegando em determinados convencionais do partido oferecendo coisas indiretas. Nós estamos patrulhando isso, porque isso é caso de gravidade. Se isso realmente constatar, nós vamos acionar o Ministério Público Eleitoral para acompanhar de perto isso”, declarou.
A convenção do União Brasil foi antecipada para 30 de julho e deve definir o rumo da legenda nas eleições deste ano. De um lado, Jayme Campos tenta consolidar candidatura própria ao Governo. De outro, o ex-governador Mauro Mendes, presidente estadual do partido, defende apoio à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).
Júlio afirmou que, dos 50 integrantes com direito a voto, apenas dois não poderão participar da convenção. Ele calcula que Jayme terá o apoio de cerca de 35 convencionais. O grupo adversário, porém, sustenta que o senador teria apenas 12 votos.
O deputado rebateu a estimativa e disse que esse número corresponde praticamente à bancada mais próxima dos Campos. “Doze é só nós da bancada aqui, praticamente. Júlio Campos, Sebastião Rezende, Dilmar Dal Bosco, Jayme Campos, Lucimar Campos, Hazama, César Miranda”, afirmou.
A disputa interna ganhou força porque o resultado da convenção pode alterar toda a composição majoritária do grupo. Caso Jayme vença, o União Brasil deve lançar candidatura própria ao Governo. Se a tese defendida por Mauro prevalecer, a sigla tende a caminhar com Pivetta, enquanto Mauro busca viabilizar a candidatura ao Senado.

