VÍDEO: Lúdio diz que Flávio Bolsonaro deve “pedir perdão” na Marcha para Jesus
O deputado estadual Lúdio Cabral (PT) afirmou nesta quarta-feira, 17, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deveria aproveitar a participação na Marcha para Jesus, em Cuiabá, para “orar bastante” e “pedir perdão”. A declaração foi dada na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, ao comentar a vinda do parlamentar à capital no próximo sábado, 20.
Questionado sobre a presença de Flávio na Marcha para Jesus, Lúdio disse esperar que o senador não use o evento religioso com finalidade política. Em seguida, associou a participação do parlamentar ao que chamou de necessidade de arrependimento.
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“Eu espero que ele venha participar da Marcha para Jesus para orar e pedir perdão dos pecados que ele cometeu, especialmente os últimos pecados, da relação dele com o Daniel Vorcaro”, afirmou.
O petista também comentou a condenação de Eduardo Bolsonaro (PL). Primeiro, disse que a Justiça “cumpriu o papel que ela tem” e afirmou que não cabia a ele fazer juízo de valor sobre a decisão do Supremo.
Depois, Lúdio criticou a ida de Eduardo para os Estados Unidos. Segundo ele, quem se considera inocente permanece no país para se defender.
“Quando você tem consciência da inocência, você fica e se defende, você não foge. O que o Eduardo Bolsonaro fez foi fugir para os Estados Unidos”, disse.
Na sequência, o deputado citou o empresário Daniel Vorcaro e afirmou que investigações futuras podem revelar novas informações contra a família Bolsonaro.
“Isso é só a ponta do iceberg. A hora que a Polícia Federal desvendar o dinheiro do Vorcaro, que foi parar naquele fundo lá do Texas, que é administrado pelo advogado do Eduardo Bolsonaro, aí sim que a verdade e os crimes da família Bolsonaro vão se revelar”, disparou.
“Por isso que o Flávio Bolsonaro precisa aproveitar toda a Marcha para Jesus onde ele for, toda a igreja onde ele entrar, para orar bastante e pedir perdão pelos pecados que ele cometeu”, completou.
A fala de Lúdio ocorre um dia depois de a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenar o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro a 4 anos e 2 meses de prisão, em regime semiaberto, pelo crime de coação no curso do processo. A decisão também tornou Eduardo inelegível por oito anos. Ainda cabe recurso.
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