VÍDEO: Marinho contradiz lideranças de MT e diz que aliança com MDB foi escolha local
O senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL) e secretário-geral do partido, afirmou que a decisão sobre coligações ficou a cargo dos diretórios estaduais. A declaração contraria a versão adotada por lideranças do PL em Mato Grosso, que vinham atribuindo à direção nacional a responsabilidade pela aliança firmada com o MDB.
A coligação com o MDB sempre encontrou resistência entre bolsonaristas mais alinhados à ala ideológica do partido em Mato Grosso. Nos bastidores, integrantes do PL passaram a sustentar que a composição havia sido uma decisão da cúpula nacional da legenda.
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De passagem por Cuiabá nesta sexta-feira, 21 de agosto, Rogério Marinho explicou que a direção nacional estabeleceu apenas uma proibição para alianças majoritárias com partidos considerados de esquerda. Fora desse grupo, segundo ele, a definição ficou sob responsabilidade dos comandos estaduais.
“Agora, em cada estado da federação, há coligações que dizem respeito à própria configuração local. Existe uma diretriz partidária que impede coligações majoritárias com partidos de esquerda e eles foram nominados, o PDT, o PSB, o PSOL, o PV, o PT, são partidos que estão claramente explicitados”, afirmou.
Na sequência, Marinho foi direto ao dizer que as alianças com os demais partidos dependiam da conveniência política de cada estado.
“Os demais partidos são partidos que são de centro ou de centro-direita e isso ficou sobre a conveniência, sobre o comando de cada diretório estadual e aqui no estado de Mato Grosso o diretório entendeu, a direção local, que era necessário fazer a coligação e está feita a coligação”, declarou.
Apesar da controvérsia interna, Marinho afirmou que o partido está fechado com a chapa e disse esperar a eleição de Wellington Fagundes ao Governo e de José Medeiros ao Senado.
“Nós esperamos que eleja o Wellington, eleja o José Medeiros como candidato ao Senado da República”, concluiu.

