VÍDEO: Presidente da Câmara nega ganância e afirma que grupo escolheu seu nome
A presidente da Câmara Municipal de Cuiabá, Paula Calil (PL), afirmou nesta semana que não se arrepende de ter colocado o nome na disputa pela recondução ao comando da Mesa Diretora. A vereadora também negou que esteja buscando permanecer no cargo por “ganância” ou “sede de poder” e sustentou que sua candidatura surgiu após um entendimento entre os integrantes do grupo político.
“Não me arrependo, não me arrependo de nada dos meus atos. Acho que a gente tem que se arrepender daquilo que a gente não faz”, declarou.
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Paula reconheceu que, inicialmente, não pretendia disputar novamente a presidência da Câmara. Segundo ela, o nome passou a ser considerado após os vereadores que integravam o grupo avaliarem que sua candidatura seria de consenso.
“No primeiro momento, quando foi citado o meu nome para vir candidata à reeleição, é claro que eu sempre me posicionei que não era o meu desejo. Mas, pelo consenso do grupo, daquelas pessoas e dos vereadores que estavam apoiando naquele momento, meu nome era um nome de consenso”, afirmou.
Questionada sobre uma declaração anterior, na qual teria relacionado a tentativa de reeleição a uma possível “ganância pelo poder”, Paula disse que sua decisão atual não está ligada a uma busca pessoal pelo cargo.
“Não é uma questão de poder. Nós estamos em um grupo. Se nesse grupo o nome de consenso era o da vereadora Paula, então nós vamos para a luta”, disse.
A presidente avaliou que o apoio recebido atualmente também seria resultado do trabalho realizado durante sua gestão. Paula afirmou que vereadores que não votaram nela na eleição anterior agora integram o grupo que defende sua permanência no cargo.
“Vereadores que não votaram em mim no passado hoje estão aqui caminhando pela entrega, pelos trabalhos que nós desenvolvemos aqui na Câmara”, declarou.
Entre os resultados da gestão, Paula citou mudanças estruturais e tecnológicas, atualização das instruções normativas e atendimento aos parlamentares de forma imparcial.
“A gente atende a todos os vereadores com imparcialidade, de uma forma muito democrática, com diálogos bastante republicanos. Fizemos mudanças na parte estrutural, na tecnologia e atualizamos as instruções normativas”, afirmou.
Paula também criticou as declarações de antigos aliados que agora questionam sua tentativa de recondução. Para ela, as colocações buscam diminuir o trabalho realizado à frente do Legislativo.
“As pessoas que lá atrás caminharam juntas, que avaliaram de forma bastante positiva a nossa entrega enquanto presidente, hoje ficam fazendo colocações desse tipo. Isso é querer diminuir a pessoa, e não é por aí”, disse.
A vereadora declarou ainda que continuará apoiando o grupo mesmo que seja impedida de disputar ou não consiga permanecer como candidata.
“Eu sempre falei que não tenho sede pelo poder. Nós vamos lutar por um grupo. Se nesse grupo o nome da Paula é o consenso, então nós vamos estar juntas. Se não der certo, se eu não puder disputar a Mesa Diretora, haverá outro nome do grupo”, afirmou.
Sobre a data da eleição da Mesa, Paula afirmou que ainda não há consenso. Um grupo defende a votação em 1º de outubro, enquanto aliados da presidente apoiavam a realização em novembro, após as eleições gerais. Como alternativa, Mário Nadaf (PV) apresentou proposta para que a escolha ocorra na primeira sessão após o pleito.
Como alternativa, o vereador Mário Nadaf (PV) apresentou uma proposta para que a escolha da nova Mesa ocorra na primeira sessão após as eleições gerais. Conforme o exemplo apresentado por Paula, a votação seria realizada na terça-feira seguinte ao pleito.
A proposta foi lida em plenário e ainda deverá passar pelas comissões antes de ser colocada em votação. Por se tratar de alteração na Lei Orgânica, a matéria também deverá respeitar um intervalo de dez dias entre as votações.

