VÍDEO: Ranalli defende mistura entre religião e política na Marcha para Jesus

O vereador Rafael Ranalli (PL) defendeu neste sábado, 20 de junho, a presença de líderes políticos na Marcha para Jesus, em Cuiabá, e disse considerar natural a aproximação entre religião e ideologia política. Para ele, o evento cristão pode ser tratado como uma manifestação da direita, assim como movimentos de esquerda também ocupam espaços culturais e sociais.

Ranalli participou da Marcha para Jesus no bairro do Porto, onde fiéis se concentraram antes da caminhada até a Arena Pantanal. Ao comentar a importância do evento, o vereador afirmou que a maioria da população brasileira é cristã e que a celebração também deve ser vista como um movimento cultural.

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“A gente respeita cada igreja, porém a gente sabe que a unidade é em torno de Cristo. Então, nada mais justo que transformar num movimento também cultural”, disse.

O vereador comparou a Marcha para Jesus a outros eventos populares. Segundo ele, se há espaço para manifestações como o Carnaval e a Parada Gay, também deve haver valorização de atos religiosos.

Questionado sobre críticas à mistura entre religião e política, Ranalli disse que a polarização está presente em todos os campos da sociedade. Ele citou a Parada LGBT como exemplo e afirmou que a Marcha para Jesus também pode ser identificada com um campo político.

“Eu até questionei que a Erika Hilton, na Parada Gay, falou que lá era o movimento da esquerda. Eu falei: ‘então tá bom, a Marcha para Jesus, então, é o movimento da direita’”, disse.

Para Ranalli, a frase não representa uma crítica, mas “uma constatação”. O vereador afirmou que o país vive um momento de divisão política e que não há como ignorar esse cenário em eventos de grande mobilização pública.

“A gente sabe que a ideologia está misturada em todos os campos. A gente vive um momento polarizado. Não dá pra fechar os olhos quanto a isso”, declarou.

O parlamentar também citou a presença prevista do senador Flávio Bolsonaro (PL), pré-candidato à Presidência da República, na Marcha para Jesus. Segundo ele, a participação do bolsonarista reforça o peso político do evento.

“Na Marcha para Jesus vai vir o candidato a presidente do lado da direita. Então, não tem como não falar em polarização”, afirmou.

Ranalli disse não ver problema em manifestações políticas dentro de eventos religiosos, desde que não haja violência. Para ele, cabe a cada eleitor decidir em quem votar.

“Na hora da votação, na decisão do voto, vai a consciência de cada eleitor. Tenho certeza que pode ter aqui no meio alguém que simpatize em votar no 13. Isso aí é inevitável”, disse.

O vereador afirmou ainda que os grupos políticos devem tentar convencer o eleitor com os recursos que têm, sem “apelar para a violência” ou para a “ignorância”.

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Estadão MT