TJ mantém ex-procurador da AL acusado de matar morador de rua no júri popular

Por unanimidade, a Terceira Câmara Criminal de Cuiabá do Tribunal de Justiça de Mato Grosso negou recurso e manteve a sentença que determinou a submissão do advogado e ex-procurador da Assembleia (ALMT), Luiz Eduardo Figueiredo da Rocha e Silva, ao júri popular pelo assassinato do morador de rua Ney Alves Müller. A decisão foi proferida nesta quarta-feira, 25 de fevereiro.

O crime foi cometido em abril de 2025 no bairro Boa Esperança, na capital. A vítima, morador de rua e dependente químico, foi morta com um tiro na cabeça.

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No recurso, a defesa de Luiz apresentou um laudo pericial elaborado no dia 11 de setembro por um perito do Paraná. De acordo com o documento, a conclusão foi que Ney, que estava portando apenas um short e um chinelo, realizou um movimento abrupto e agressivo em direção à janela aberta do carro do réu, sugerindo tentativa de ataque ou invasão, e que o disparo foi uma reação imediata e instintiva.

A versão defensiva foi completamente contestada pelo Ministério Público, que ainda em 4 de setembro de 2025, por intermédio do promotor Samuel Frungilo, manifestou pela manutenção da prisão de Luiz, bem como da pronúncia.

Para o relator do recurso, as dúvidas ainda persistentes deverão ser dirimidas pelo Tribunal do Júri. “O júri é o órgão competente para dirimir essas questões”, anotou o relator Gilberto Giraldelli.

O voto dele foi seguido pelos demais desembargadores, Paulo Sérgio Carreira e Lídio Modesto.



Estadão MT