Polícia suspeita que homem teve ajuda para matar esposa e enterrar corpo no quintal em Cuiabá
A Polícia Civil de Mato Grosso suspeita que Jackson Pinto da Silva não tenha agido sozinho no assassinato da esposa, Nilza Moura de Sousa Antunes, de 64 anos. Para aprofundar as investigações e apurar a possível participação de outras pessoas no crime, a Justiça deu mais 120 dias para a conclusão do inquérito. A decisão foi proferida pelo juiz Marcos Faleiros da Silva, em substituição na 14ª Vara Criminal de Cuiabá, e publicada na última semana.
No despacho, o magistrado autorizou a continuidade do inquérito complementar e destacou que ainda existem diligências pendentes, principalmente a análise de materiais apreendidos durante a investigação, como celulares, HD, DVR, cartão de memória e notebook.
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Também estão em andamento exames de dados de geolocalização, imagens de monitoramento e registros financeiros, que podem ajudar a reconstruir a dinâmica do crime e esclarecer a participação de eventuais envolvidos.
Segundo a decisão, a investigação envolve uma sequência de ações após a morte da vítima, como a retirada do HD do sistema de monitoramento da residência, o transporte do corpo, a contratação de serviço de escavação e a ocultação do cadáver. Esses elementos levaram a Polícia Civil a aprofundar a apuração sobre a possibilidade de outras pessoas terem participado do crime.
A decisão ressalta ainda que a investigação complementar não é prejudicada pelo fato de Jackson já ter sido pronunciado para julgamento pelo Tribunal do Júri, pois o novo procedimento busca esclarecer pontos que não foram totalmente apurados e identificar possíveis envolvidos ainda não individualizados.
O crime
Jackson já foi pronunciado pela Justiça e será julgado pelo Tribunal do Júri pelos crimes de feminicídio, ocultação de cadáver e comunicação falsa de crime.
Segundo a denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT), ele matou Nilza no dia 4 de maio de 2026, dentro da residência do casal, no bairro Parque Cuiabá, em Cuiabá. A acusação aponta que a vítima foi asfixiada com uma braçadeira de nylon enquanto dormia.
Conforme a denúncia, após o crime, Jackson transportou o corpo até outro imóvel pertencente à vítima, também localizado no bairro Parque Cuiabá, onde teria enterrado o cadáver após contratar um serviço de escavação.
O MPMT afirma ainda que o acusado tentou dificultar a apuração dos fatos ao retirar o HD do sistema de monitoramento da residência e utilizar o celular da esposa para simular um sequestro praticado por uma facção criminosa. Ele chegou a registrar uma falsa comunicação de crime na polícia.
Na sentença de pronúncia, a Justiça considerou que havia provas da materialidade dos crimes e indícios suficientes de autoria, com base em laudos periciais, depoimentos, registros telemáticos e na confissão judicial de Jackson durante a audiência de instrução. O caso agora aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri.

