Vânia cita falta de estrutura para campanha no MDB: “chapa já tem mulheres fortes”
A vice-prefeita de Cuiabá, Vânia Rosa (MDB), explicou que desistiu de disputar uma vaga na Assembleia Legislativa por considerar que não havia estrutura suficiente para sustentar uma campanha e que seria arriscado deixar o espaço que ocupa atualmente na Prefeitura. Ela também destacou que a chapa já conta com outras mulheres competitivas e afirmou que pretende apoiar candidaturas femininas, independentemente de partido. Vânia ainda indicou que pretende manter o nome politicamente preparado para 2028.
A emedebista havia protocolado, no dia 14 de agosto, pedido de renúncia à candidatura a deputada estadual. No documento encaminhado à Justiça Eleitoral, informou que desistia da disputa por decisão pessoal, livre e expressa.
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Segundo a vice-prefeita, quando ingressou no MDB, em fevereiro, havia uma perspectiva de participar da montagem de uma chapa competitiva para a Assembleia. Com o avanço das articulações políticas, porém, ela avaliou que a candidatura deixou de ser viável.
“Os projetos que a gente tinha lá no início, em fevereiro, eu entrei no MDB, houve a possibilidade de somar enquanto pré-candidata a deputada estadual, formar, fazer uma chapa forte. Contudo, os alinhamentos, como foram acontecendo, eu não vejo viável sair do espaço que estou hoje de vice para me arriscar numa campanha que é extremamente desgastante”, afirmou.
Vânia disse ainda que pretende direcionar seu apoio a candidaturas femininas, independentemente de partido, por considerar necessária uma maior presença de mulheres na Assembleia Legislativa.
“A gente sabe disso, uma vez que já temos uma chapa forte de mulheres, vou virar ali o meu apoio para essas mulheres, independente de partido. Vejo que é necessário ter mulheres na Assembleia”, disse.
Ao justificar a decisão, a vice-prefeita deixou claro que não pretende abandonar projetos eleitorais futuros e citou diretamente as eleições municipais de 2028.
“Então, eu vejo que a hora não é agora. A gente dá um passinho atrás para depois olhar de fora e conseguir esse espaço mais ali em adiante, porque 2028 está bem ali”, declarou.
Vânia também apontou dificuldades relacionadas à estrutura partidária e à logística necessária para uma candidatura. Segundo ela, campanhas exigem organização e recursos, principalmente para candidatos que não estão estabelecidos no cenário eleitoral.
“Eu vejo que falta um pouquinho de estrutura partidária, mas não é só aqui. Isso aconteceu, inclusive, em 2022 no PL. Então, em 2022, contudo, eu não era vice-prefeita da capital. Em 2022, a gente vai no escuro, vai no escuro. Como que vai ser? Qual a estrutura? Qual a logística que a gente tem para essa construção de campanha?”, questionou.
A vice-prefeita acrescentou que sua atual posição política também pesou na decisão de não enfrentar a disputa pela Assembleia.
“Quem está já ali no cenário é muito fácil. Trabalha com a máquina. Então, eu não tenho a máquina. A gente precisa fazer construções e logística. Campanha é custo”, completou.
A desistência também altera o cenário na Prefeitura de Cuiabá. Caso o prefeito Abilio Brunini (PL) decida se licenciar para participar da campanha eleitoral de sua esposa, a vereadora Samantha Íris (PL), Vânia poderá assumir temporariamente o comando do Palácio Alencastro. Abilio já confirmou que avalia a possibilidade de afastamento, mas ainda não havia definido se efetivamente deixaria o cargo.

