Jayme rebate Pivetta por dizer que foi eleito “na carona” de Mauro em 2018: “Respeita minha história”
O senador Jayme Campos (União) rebateu nesta quarta-feira, 19 de agosto, o governador Otaviano Pivetta (Republicanos) após ser provocado sobre o resultado da eleição ao Senado de 2018. Jayme afirmou que não foi “carregado” por ninguém, lembrou que enfrentou 11 candidatos e conquistou a segunda vaga com 70 mil votos de vantagem sobre o terceiro colocado.
Há poucos dias, Pivetta afirmou que Jayme teria sido eleito em 2018 “na carona” de Mauro Mendes e que “quase bailou” naquela disputa. Na ocasião, o governador saiu em defesa de Mauro e atribuiu a ele papel importante na recuperação política do então Democratas, hoje União Brasil.
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“E eu não fui carregado, viu, seu Pivetta, pelas costas, pelo ombro aqui. Eu disputei com 11 candidatos, tive 500 mil votos. Ele disse que eu tinha dificuldade para ganhar”, respondeu Jayme.
Pivetta havia dito que Jayme “pegou uma carona” na candidatura de Mauro Mendes em 2018 e ressaltou que a então candidata Selma Arruda teve forte desempenho naquela eleição.
Jayme contestou a avaliação e afirmou que terminou a disputa com cerca de 70 mil votos de vantagem sobre o terceiro colocado, Carlos Fávaro.
“Eu ganhei por 70 mil votos em relação ao terceiro colocado, que foi o ministro Carlos Fávaro. Ele queria mais o quê? Eu não podia fazer mais do que aquilo. E disputei com 11 candidatos”, disse.
Em 2018, a juíza Selma Arruda, estreante na política, surpreendeu ao ser eleita como a mais votada, alcançando 678 mil votos, 24,65%. Jayme, experiente na vida pública, ficou em segundo, com 490 mil votos, 17,82%.
O senador também comparou o número de adversários que enfrentou em 2018 com a quantidade de candidatos enfrentados por Mauro Mendes naquela mesma eleição para o Governo do Estado.
“Você pega o Jayme Campos, que disputou com 11 candidatos, e o senhor Mauro Mendes, que disputou com três, faz uma ponderada de quem teve mais votos. Não é por aí, né, Pivetta? Você tem que respeitar a minha história aqui. Nunca fiz política no ombro”, afirmou.

