Com avanço de grupo de Ilde, Abilio minimiza risco de CPIs e diz que investigações são “normais”

Assessoria

ABILIO

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou a possibilidade de o crescimento da oposição na Câmara Municipal facilitar a abertura de Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) contra sua gestão. Questionado na última sexta-feira (25) sobre o novo cenário político no Legislativo, o prefeito afirmou que eventuais investigações fazem parte das atribuições dos vereadores e disse não enxergar o instrumento como algo fora da normalidade.

A declaração ocorre após o vereador Ilde Taques (Podemos) reunir um grupo de 15 parlamentares na disputa pela próxima Mesa Diretora da Câmara. Depois da formação do bloco, Abilio afirmou publicamente que vereadores anteriormente próximos de sua gestão haviam “optado” pela oposição e reconheceu que passou a contar com menos aliados no Legislativo.

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Questionado se a nova configuração poderia facilitar CPIs e outros processos capazes de desgastar a Prefeitura nos próximos anos, Abilio respondeu que uma comissão parlamentar tem como função investigar atos administrativos e afirmou que, caso existam irregularidades, elas devem ser apuradas.

“Então, a CPI investiga atos administrativos. Se tiver atos administrativos ilícitos, a CPI investigará e vai apontar os atos administrativos ilícitos. Assim como o Ministério Público, assim como a Polícia, assim como todos os demais órgãos têm esse poder de competência”, afirmou.

Para o prefeito, a principal diferença entre uma CPI e investigações conduzidas por outros órgãos está na repercussão política. Segundo ele, comissões formadas por vereadores costumam elevar o tom do debate público.

“A única diferença é que CPIs trazem um discurso um pouco mais acalorado, enquanto os órgãos administrativos, como o Ministério Público, Polícia, etc., fazem isso de uma maneira um pouco mais discreta, mais administrativa. Normal, faz parte”, declarou.

O novo cenário na Câmara começou a ganhar força com a articulação de Ilde para a eleição da Mesa Diretora. O vereador passou de um grupo de 13 parlamentares para 15 na sexta-feira, número superior aos 14 votos necessários para formar maioria entre os 27 vereadores.

Abilio chegou a reconhecer que a movimentação representa um revés político para sua base e afirmou que os vereadores que aderiram ao grupo de Ilde perderam espaço de diálogo político com ele. Apesar disso, disse que a Prefeitura continuará tocando seus projetos.

O prefeito também avalia que o comportamento dos vereadores deverá mudar logo após as eleições gerais. Para ele, passada a votação de outubro, os parlamentares começarão a direcionar suas ações para a própria reeleição em 2028.

“A partir do dia 6, do dia 4 de outubro, os vereadores já começam a pensar na sua própria reeleição. E aí começa a ter um clima um pouco diferente na Câmara Municipal, é natural. Dia 5 de outubro, eles já estão preocupados com a reeleição do vereador”, afirmou.

A eleição para a nova Mesa Diretora da Câmara está marcada para 6 de outubro. Ilde já definiu uma chapa com Eduardo Magalhães (Republicanos) na vice-presidência, Adevair Cabral (Solidariedade) na 1ª Secretaria, Michelly Alencar (União Brasil) na 2ª Secretaria e Maria Avalone (PSDB) na 2ª Vice-Presidência.



Estadão MT