Angeliquinha é apontada como mandante de 80% dos homicídios de facções em Alta Floresta
O delegado titular da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco), Victor Hugo Caetano de Freitas, afirmou que Angélica Saraiva de Sá, de 34 anos, conhecida como “Angeliquinha”, é apontada pela Polícia Civil como mandante de cerca de 80% dos homicídios ligados a facções criminosas em Alta Floresta e municípios vizinhos.
“Ela é a mandante de, vamos colocar, 80% dos homicídios praticados por facção criminosa na cidade de Alta Floresta e circunvizinhas. Então é uma criminosa de altíssima periculosidade e de atuação muito forte na liderança da facção”, afirmou o delegado na quarta-feira, 23 de setembro.
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Angélica foi capturada na terça-feira, 22, em Santa Cruz de la Sierra, na Bolívia. Segundo a Polícia Civil, ela estava escondida no país desde agosto de 2025, após fugir da Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto May, em Cuiabá.
A polícia aponta “Angeliquinha” como uma das lideranças do Comando Vermelho em Mato Grosso. Durante o período em que permaneceu foragida, ela teria passado por cirurgias plásticas para alterar a aparência e dificultar sua identificação. Também utilizava documento brasileiro falso, conforme a investigação.
Angélica possui condenações que, somadas, ultrapassam 200 anos de prisão por crimes como homicídio, ocultação de cadáver e participação em organização criminosa.
Entre os casos atribuídos a ela pelas investigações está a execução de quatro homens em Nova Monte Verde, em 2022. Segundo a Polícia Civil, as vítimas teriam sido identificadas pela facção como integrantes de um grupo rival.
Angélica também aparece em investigações sobre a movimentação financeira do grupo criminoso. A polícia apura suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de empresas e plataformas de apostas.
A filha e o marido de Angélica foram alvos da Operação Showdown, deflagrada em março deste ano. A ação investigou pessoas apontadas como integrantes ou colaboradores da estrutura financeira da facção.

