
A Assembleia de Deus consolidou sua presença na política de Mato Grosso nas eleições de 2026, com cinco deputados estaduais eleitos ligados à denominação religiosa. O grupo reúne três parlamentares reeleitos e duas novas representantes, resultado que evidencia a articulação entre lideranças religiosas e candidaturas no estado.
Conforme levantamento publicado pelo RD News, a igreja contribuiu para a reeleição de Thiago Silva (MDB), Sebastião Rezende (União Brasil) e Chico Guarnieri (PSDB). Também foram eleitas Samantha Íris (PL), primeira-dama de Cuiabá, e Alessandra Ferreira (Podemos), primeira-dama de Rondonópolis.
A presença desses nomes em diferentes partidos mostra que a representação política associada à Assembleia de Deus não está concentrada em uma única legenda. O resultado também amplia a participação de mulheres ligadas à igreja na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), a partir da próxima legislatura.
Quem são os cinco deputados ligados à Assembleia de Deus?
- Thiago Silva (MDB): foi reeleito para continuar representando a região de Rondonópolis e outras bases eleitorais.
- Sebastião Rezende (União Brasil): conquistou novo mandato na Assembleia Legislativa.
- Chico Guarnieri (PSDB): também garantiu a reeleição para o Legislativo estadual.
- Samantha Íris (PL): eleita deputada estadual, é primeira-dama de Cuiabá.
- Alessandra Ferreira (Podemos): eleita deputada estadual, é primeira-dama de Rondonópolis.
Os cinco nomes foram apontados pela publicação do RD News como representantes ligados à Assembleia de Deus. A vinculação religiosa não substitui a atuação partidária individual de cada parlamentar, nem significa que todas as suas posições políticas sejam idênticas.
Mulheres ampliam representação da igreja na política estadual
A eleição de Samantha Íris e Alessandra Ferreira acrescenta duas mulheres ao grupo de parlamentares associados à denominação. As duas chegaram à Assembleia Legislativa por partidos diferentes, o PL e o Podemos, respectivamente.
O resultado também conecta a representação política da igreja a dois dos principais centros urbanos de Mato Grosso: Cuiabá, a capital, e Rondonópolis, importante polo econômico do sul do estado.
Força eleitoral vai além de uma única legenda
O resultado descrito pelo RD News aponta uma atuação política que atravessa diferentes partidos. Thiago Silva foi eleito pelo MDB, Sebastião Rezende pelo União Brasil, Chico Guarnieri pelo PSDB, Samantha Íris pelo PL e Alessandra Ferreira pelo Podemos.
Essa distribuição mostra que a presença de parlamentares ligados à mesma denominação religiosa pode se manifestar em diferentes campos partidários. Para avaliar a influência política da igreja durante a próxima legislatura, será necessário observar como esses deputados votarão em pautas de interesse estadual e quais agendas defenderão em conjunto.
Como fica a Assembleia Legislativa de Mato Grosso?
A ALMT tem 24 cadeiras. A composição eleita em 2026 será marcada pela maior bancada do Podemos, com seis parlamentares, enquanto PL e Republicanos terão quatro cadeiras cada. O MDB contará com três deputados, e as demais vagas serão distribuídas entre partidos e federações.
Os cinco parlamentares associados à Assembleia de Deus estarão distribuídos por diferentes bancadas, o que significa que sua eventual articulação dependerá de acordos políticos e da convergência em torno de propostas específicas.
O resultado eleitoral reforça a presença de lideranças religiosas no cenário político mato-grossense, mas a dimensão dessa influência será medida também pela atuação parlamentar, pelas votações e pelas iniciativas apresentadas ao longo do mandato.
Fonte: cenariomt.com.br

