Assessor de vereador é preso por suspeita de lavar dinheiro para o CV

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Brunno Passos foi preso durante a Operação Replay, deflagrada pela Draco nesta quinta-feira

Brunno Passos foi preso durante a Operação Replay, deflagrada pela Draco nesta quinta-feira

Brunno Passos da Silva, assessor parlamentar do vereador por Cuiabá Jeferson Siqueira (PSD) e jogador de futebol amador na Capital, foi preso nesta quinta-feira (30) durante a Operação Replay, deflagrada pela Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco). Ele é investigado por integrar o núcleo financeiro do Comando Vermelho (CV), atuando na lavagem de dinheiro.

Segundo a investigação, Brunno é ligado a Paulo Witter Freitas, conhecido como “WT”, apontado como tesoureiro e uma das principais lideranças da facção em Mato Grosso. A Operação Replay é um desdobramento das operações Apito Final, Fair Play e Tempo Extra, que investigam a estrutura financeira da organização criminosa.

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De acordo com a Polícia Civil, embora declare receber salário de R$ 2.250 como assessor parlamentar, Brunno mantinha um padrão de vida incompatível com sua renda oficial, ostentando bens e despesas que, segundo os investigadores, somente seriam possíveis com recursos provenientes das atividades da organização criminosa.

Um dos fatos que chamou a atenção da Draco foi a aquisição de um imóvel de alto padrão. Conforme a investigação, Brunno pagou R$ 350 mil de entrada e assumiu outras seis parcelas de R$ 250 mil. A negociação ainda incluiu a entrega de outro imóvel, avaliado em mais de R$ 1 milhão, como parte do pagamento.

Para a autoridade policial, a movimentação financeira reforça a suspeita de que o assessor utilizava recursos ilícitos para aquisição de patrimônio e auxiliava na ocultação e circulação do dinheiro da facção.

Além de Brunno, também foram presos a advogada Dayana Karol Moreira, apontada como responsável por ocultar imóveis em nome de terceiros; o jogador de futebol amador Alex Júnior, conhecido como “Soldado”; e Emerson Ferreira Lima, o “Gordão”. Todos são investigados por integrar ou prestar apoio ao núcleo financeiro ligado a WT.

Ao todo, a Operação Replay cumpriu 10 mandados de prisão preventiva contra investigados em Mato Grosso, Santa Catarina e Rio de Janeiro. A Justiça também determinou o bloqueio de R$ 15,324 milhões em ativos financeiros e o sequestro de bens avaliados em cerca de R$ 17,28 milhões.

Segundo a Draco, as investigações demonstram que WT continuava comandando a estrutura financeira do Comando Vermelho mesmo preso na Penitenciária Central do Estado (PCE), emitindo ordens por meio de aparelhos celulares e contando com um grupo de confiança para administrar patrimônio, lavar dinheiro e manter o fluxo financeiro da organização criminosa.



Estadão MT