VÍDEO: Júlio diz que campanha dificulta CPI da Oi e fala em “denúncias graves” na Educação e Saúde

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Julio Campos

O deputado estadual Júlio Campos (União) comentou que a Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) tem autonomia para instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre a Oi e outras CPIs, desde que sejam reunidas as assinaturas necessárias, mas ponderou que a proximidade das eleições pode comprometer o funcionamento efetivo da investigação.

Segundo Júlio, a dificuldade não estaria na abertura da CPI, mas em garantir a presença dos parlamentares durante o período eleitoral. Ele afirmou que a comissão precisaria de pelo menos três deputados presentes para realizar diligências, analisar documentos e colher depoimentos.

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“Se oito deputados entenderem de criar uma CPI, seja da Oi, seja da Educação, seja da Saúde, de qualquer órgão público, qualquer denúncia, pode a CPI estar lá a qualquer momento. Eu só acho que nesse instante de campanha eleitoral é muito difícil conseguir reunir quórum para funcionar uma CPI como deve ser”, declarou.

O parlamentar afirmou que o movimento para investigar a Oi já contaria com sete assinaturas e aproveitou para defender apurações sobre outras denúncias envolvendo o Governo do Estado, principalmente nas áreas de Educação e Saúde.

Júlio citou um contrato que, segundo ele, teria valor próximo de R$ 550 milhões e envolveria a Secretaria de Estado de Educação e a Fundação Getúlio Vargas. O deputado classificou o caso como grave e afirmou que as circunstâncias precisam ser esclarecidas.

“Não tem sentido comprar papel de estudo da futura Educação de Mato Grosso por quase R$ 550 milhões. Isto é caso de polícia novamente”, disse.

Na Saúde, Júlio também mencionou uma contratação que, conforme sua declaração, seria de aproximadamente R$ 379 milhões e teria sido assinada com dispensa de licitação no mesmo dia em que o atual secretário assumiu o comando da pasta. Ele ainda levantou questionamentos sobre suposta relação familiar de uma pessoa ligada à contratação.

“É coisa assim bárbara. […] A gente está apavorado com o que vem sendo divulgado”, afirmou.

As declarações foram feitas pelo deputado e representam acusações e questionamentos políticos apresentados por ele. Júlio também afirmou acreditar que novas operações e investigações poderão atingir órgãos estaduais. Para o parlamentar, parte dos problemas teria se agravado no segundo mandato do governador Mauro Mendes, período em que, segundo ele, o crescimento da arrecadação teria aumentado a disponibilidade de recursos públicos.

“O que aconteceu nesse segundo mandato foi o excesso de arrecadação, o excesso de dinheiro e aí as pessoas começam a ter muita ambição”, afirmou.

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Estadão MT